Caminhoneiros paraguaios bloqueiam a Ponte da Amizade em protesto ilegal ignorado por autoridades, diz imprensa

Baumann, que dirige o sindicato desde 2007, disse que caminhões que transportam cargas em geral deveriam ter prioridade na travessia, não só da safra agrícola

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Caminhão atravessado na aduana paraguaia impedia o tráfego em um dos lados da Ponte da Amizade (Foto: Gentileza/La Clave)

A Ponte da Amizade, que une Brasil e Paraguai entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, respectivamente, voltou a ser palco de manifestações. A via acabou bloqueada na noite de quarta-feira (27), quando um grupo de caminhoneiros fecharam a via, num protesto considerado ilegal e que teria sido ignorado pelas autoridades competentes.

De acordo com a imprensa local, a manifestação foi liderada por Ricardo Ruiz Baumann, do Sindicato Paraguaio de Motoristas e Trabalhadores do Transporte Internacional e Fronteiriço de Cargas. O protesto gerou caos no tráfego internacional, prejudicando o comércio transfronteiriço e causando sérios transtornos.

Baumann, que dirige o sindicato desde 2007, disse que caminhões que transportam cargas em geral deveriam ter prioridade na travessia, contra acordos bilaterais que favorecem veículos com grãos e produtos perecíveis.

O protesto, além de ilegal, viola o direito constitucional à livre circulação e configura perturbação da função pública, como descrito no Código Penal paraguaio, afirmou a rádio La Clave.

Contexto

Este não é o primeiro protesto do sindicato de Ruiz Baumann, mas a falta de ação do Ministério Público tem permitido que ele e seus seguidores atuem sem grandes consequências. Segundo fontes ouvidas pela imprensa, o líder classista estaria envolvido em práticas ilícitas para agilizar a travessia.

O bloqueio desrespeita a Instrução GGA nº 02/2025 da Receita Tributária (DNIT), que estabelece a ordem de travessia da fronteira.

Líderes empresariais e caminhoneiros afetados alertam para os riscos de permitir que bloqueios como esse se tornem comuns.


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