A Receita Federal apresentou o balanço do trabalho aduaneiro de 2025 nos estados do Paraná e Santa Catarina, dados divulgados às vésperas do Dia Internacional das Aduanas, comemorado em 26 de janeiro. Os números mostram o peso estratégico do Paraná — especialmente das regiões de fronteira, como Foz do Iguaçu — no comércio exterior brasileiro.
Somente no Paraná, mais de 224 mil Declarações de Importação (DI’s) foram registradas em 2025, um crescimento de 1% em relação ao ano anterior. O estado respondeu por 7,5% de todas as importações do país, em um universo de quase 3 milhões de declarações.
Do total, mais de 220 mil declarações passaram pelo chamado “canal verde”, sistema que libera automaticamente as mercadorias, sem interrupção do fluxo logístico. O modelo tem impacto direto em regiões com grande circulação internacional, como a tríplice fronteira, onde portos secos, rodovias e aduanas lidam diariamente com alto volume de cargas.
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Em valores, o Paraná movimentou US$ 28,53 bilhões em importações, o equivalente a 8,8% do total nacional, que chegou a US$ 310 bilhões em 2025. O crescimento foi de 4% em comparação com 2024.
As exportações também reforçam a importância do estado: quase 369 mil declarações, o que representa 16% das exportações brasileiras, com alta de 7,34% em relação ao ano anterior. Parte expressiva desse fluxo passa por corredores logísticos que atendem o Oeste do Paraná e a região de Foz do Iguaçu, considerada uma das principais portas de entrada e saída de mercadorias do país.
Segundo a Receita Federal, o aumento do volume de operações ocorre ao mesmo tempo em que o órgão amplia o uso de tecnologia e inteligência fiscal. Em uma década, o percentual de mercadorias liberadas automaticamente passou de 89% para 97%, estratégia que busca dar mais agilidade ao comércio sem abrir mão da fiscalização.

Santa Catarina cresce, mas fica atrás do Paraná no protagonismo regional
Em Santa Catarina, foram registradas mais de 417 mil Declarações de Importação, crescimento de 6,31% em relação a 2024, o que corresponde a 14% do total nacional. O estado movimentou US$ 34,38 bilhões em importações, cerca de 10,5% do volume brasileiro, com avanço mais modesto de 0,5%.
Nas exportações, Santa Catarina respondeu por aproximadamente 220 mil declarações, crescimento de 2,5%, representando 9,5% do total do país.

Fronteira e infraestrutura seguem como desafio
Apesar do crescimento, a Receita Federal reconhece desafios importantes na região Sul. Paraná e Santa Catarina somam mais de 90 recintos alfandegados, muitos deles em áreas de fronteira, que precisam acompanhar o aumento do comércio internacional com infraestrutura moderna, segurança e custos competitivos.
Em regiões como Foz do Iguaçu, onde o fluxo de mercadorias convive com o combate a crimes transfronteiriços, o equilíbrio entre agilidade e controle segue como um dos principais pontos de atenção das autoridades aduaneiras.
O balanço reforça o papel estratégico da aduana brasileira não apenas na arrecadação de tributos, mas também na fiscalização e proteção das fronteiras, tema que a Organização Mundial das Aduanas (OMA) colocou no centro do debate para 2026.
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