Ciudad del Este integra mobilização de sindicatos do Paraguai contra reforma da Previdência

Organizações sindicais e trabalhadores criticam mudanças no sistema de pensões públicas e intensificam mobilizações no país

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Foto: Divulgação

Diversos sindicatos e representações de trabalhadores no Paraguai intensificaram mobilizações contra uma proposta de reforma da Previdência promovida pelo governo e em tramitação no Congresso Nacional. As ações incluem protestos de trabalhadores e aposentados, além de manifestações públicas contrárias às alterações previstas no sistema de pensões.

A iniciativa de reforma, debatida desde o final de 2025 e avançada em sessões extraordinárias em 2026, propõe mudanças no regime previdenciário do setor público. Entre os pontos questionados estão a introdução de idade mínima para aposentadoria e o aumento das contribuições dos servidores, medidas que, segundo as entidades sindicais, podem reduzir direitos adquiridos.

Em Assunção, trabalhadores e aposentados já realizaram atos em frente ao Congresso Nacional, criticando tanto o conteúdo da proposta quanto a forma acelerada de tramitação no Legislativo. Para os sindicatos, mudanças estruturais no sistema previdenciário exigem amplo debate social e participação das categorias diretamente afetadas.

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Além da capital, a mobilização também se estende a outras regiões do país. Nesta segunda-feira, servidores públicos realizam um protesto em Ciudad del Este, no leste paraguaio, como parte das ações contrárias à reforma e em defesa da manutenção dos atuais direitos previdenciários.

O projeto segue em análise no Congresso, após avanços na Câmara dos Deputados, e aguarda deliberação no Senado, mantendo o tema no centro do debate político e social no país.

Principais reivindicações dos sindicatos

Entre as reivindicações apresentadas pelas organizações sindicais estão a manutenção dos critérios atuais de aposentadoria, a preservação dos direitos e benefícios já adquiridos pelos servidores públicos, a garantia de diálogo amplo com representantes dos trabalhadores antes da aprovação de mudanças legislativas e a busca por alternativas que assegurem a sustentabilidade do sistema previdenciário sem redução da proteção social.


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