Foz do Iguaçu vira vitrine internacional e recebe plano para atrair mais turistas estrangeiros ao Brasil

Estratégia nacional da Embratur aposta em dados, integração e pequenos negócios para impulsionar o setor

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Estimativa é que turistas da América do Sul injetaram 320 milhões de dólares no Paraná em 2025 (Foto: Jean Pavão)

O cenário simbólico do Marco das Três Fronteiras, em Foz do Iguaçu, foi escolhido nesta sexta-feira (20) para o lançamento, no Paraná, do Plano Brasis 2025–2027 — a nova estratégia de promoção internacional do turismo brasileiro.

Desenvolvido pela Embratur em parceria com o Sebrae, o plano busca posicionar o Brasil de forma mais competitiva no exterior, com foco em atrair turistas estrangeiros, aumentar a receita internacional e ampliar a visibilidade dos destinos.

A proposta combina inteligência de mercado, análise de dados e articulação entre governos e iniciativa privada. A ideia é alinhar ações nacionais com estratégias locais, fortalecendo o impacto econômico do turismo nos estados.

Segundo o diretor da Embratur, Bruno Reis, o plano marca um novo momento para o setor. “As estratégias foram construídas de forma colaborativa para impulsionar a promoção dos destinos paranaenses no cenário mundial”, afirmou.

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A parceria com o Sebrae reforça o papel dos pequenos negócios, que representam mais de 90% das empresas do turismo. Para o diretor-técnico César Rissete, a iniciativa vai além da promoção: “Estamos falando de gerar renda e oportunidades para quem vive do turismo”.

Na prática, o Plano Brasis define mercados prioritários, orienta campanhas internacionais e fortalece a integração entre diferentes atores do setor. A expectativa é ampliar o fluxo de visitantes e diversificar a origem dos turistas.

O Paraná já aparece em posição estratégica. Em 2025, o estado recebeu mais de 1 milhão de visitantes internacionais, com destaque para Foz do Iguaçu — segundo principal destino brasileiro para estrangeiros. O Parque Nacional do Iguaçu, onde estão as Cataratas, registrou mais de 2 milhões de visitantes no período, sendo cerca de 45% vindos de outros países.

Para empreendedores locais, o plano chega como oportunidade de expansão. A aposta em experiências autênticas e segmentadas deve abrir espaço para que negócios regionais ganhem visibilidade no mercado global.

Com início por Curitiba e Foz do Iguaçu, a estratégia deve se espalhar pelo país, conectando destinos e fortalecendo o Brasil como escolha cada vez mais competitiva no turismo internacional.


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