O Marco das Três Fronteiras movimentou cerca de R$ 483 milhões desde que passou a ser operado pela iniciativa privada, em 2015. O dado marca os dez anos da concessão firmada entre a Prefeitura de Foz do Iguaçu e o Grupo Cataratas. A projeção é de que o volume chegue a R$ 1,1 bilhão até 2030.
Nesse período, os repasses diretos ao município ultrapassaram R$ 5 milhões. A arrecadação média anual em tributos (municipais, estaduais e federais) gira em torno de R$ 3,2 milhões. A expectativa é que a outorga atinja R$ 4 milhões até o fim da década.
O crescimento também aparece no número de visitantes. Em 2016, o espaço recebeu pouco mais de 120 mil pessoas. Em 2025, foram 500.976 visitantes — aumento de cerca de 315%. Em janeiro de 2026, o atrativo registrou aproximadamente 72 mil visitantes, o melhor resultado para o mês.
Para o prefeito General Silva e Luna, os números refletem o planejamento de longo prazo e a ampliação da estrutura turística. Já o secretário de Turismo, Jin Petrycoski, afirma que a concessão elevou o papel do Marco no turismo local, com geração de emprego e retorno financeiro ao município.
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A diretora de operações, Jurema Fernandes, destaca que a transformação também impactou o entorno, com valorização urbana e aumento da atividade econômica.
Impacto econômico e urbano
Além da visitação, o empreendimento mantém cerca de R$ 15 milhões por ano em gastos com fornecedores. Desse total, 65% são de empresas de Foz do Iguaçu e 85% do Paraná. O modelo também prioriza a contratação local, com salários em média 34% superiores aos praticados nacionalmente no setor.
A concessão contribuiu ainda para mudanças no bairro Porto Meira, com melhorias em infraestrutura, segurança e valorização imobiliária.
Parceria e investimentos
Antes da concessão, o espaço — inaugurado em 1903 — tinha estrutura limitada. A partir de 2015, passou por revitalização, com melhorias na praça, no obelisco e na oferta de serviços. Em 2016, novas intervenções ampliaram a experiência do visitante.
Para 2026, estão previstas obras no Espaço das Américas e melhorias de acessibilidade, com instalação de rampas e elevadores.
O modelo mantém o espaço sob titularidade do município, enquanto a concessionária responde pela operação e pelos investimentos, com pagamento de outorga e geração de tributos.
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