A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a retirada de livros de inglês das escolas da rede municipal pela Prefeitura de Foz do Iguaçu realizou na última quinta-feira (9) a segunda etapa de oitivas e deve promover uma terceira fase de depoimentos antes da conclusão dos trabalhos. A comissão também prevê a solicitação de novos documentos para esclarecer pontos considerados pendentes na investigação.
De acordo com o relator da CPI, o vereador Adnan El Sayed (PSD), a finalização do relatório dependerá da realização da última rodada de oitivas e de uma reunião final da comissão. Nesta segunda fase, foram ouvidos vereadores e profissionais da educação que apresentaram relatos sobre os fatos investigados.
A presidente da comissão, a vereadora Yasmin Hachem (PT), afirmou que os trabalhos caminham para a etapa final, mas ainda serão realizados novos depoimentos e pedidos de informações.
Também participaram da sessão os demais integrantes da comissão: a vereadora Valentina Rocha (PT) e o vereador Sidnei Prestes, que passou a integrar o grupo em substituição ao vereador Dr. Ranieri Marchioro.
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Relembre o caso
A investigação teve início após a decisão da Secretaria Municipal de Educação de recolher cerca de 7 mil exemplares de um livro de inglês utilizado por alunos do 4º e 5º ano da rede municipal. O material didático passou a ser alvo de questionamentos por parte de vereadores, que criticaram o conteúdo de uma das páginas.
Entre os trechos que geraram polêmica estava uma tirinha relacionada à celebração do “Valentine’s Day” (Dia dos Namorados), que apresenta um diálogo entre duas personagens, onde uma delas declara que ama a amiga.
Na época, a prefeitura se manifestou por meio de nota, afirmando que os “conteúdos não estão em conformidade com as diretrizes educacionais vigentes” e que os materiais “estão sendo avaliados por uma comissão técnica da secretaria”.
O livro vinha sendo utilizado nas escolas desde 2021 e foi produzido por professores da rede municipal em parceria com pesquisadores de universidades. A retirada do material gerou reação de educadores e representantes da categoria, que apontaram possíveis prejuízos pedagógicos para alunos e professores.
Diante da controvérsia, a Câmara Municipal instaurou a CPI com o objetivo de apurar as circunstâncias da retirada do material didático, os critérios adotados pela administração pública e eventuais impactos educacionais e administrativos da decisão.
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