Uma operação de rotina contra o contrabando terminou em confronto armado na manhã de quinta-feira (por volta das 8h30) na região da tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento de confronto, muito próximo a Ponte da Integração, que liga Foz do Iguaçu a Presidente Franco (Brasil e Paraguai, respectivamente)
A ação ocorreu na área conhecida como Cantera, no lado argentino do rio Paraná, e deixou um agente da Prefeitura Naval Argentina ferido. Segundo informações das autoridades, a equipe realizava patrulhamento quando identificou uma embarcação suspeita, possivelmente envolvida na transferência ilegal de mercadorias.
Ao tentar abordar o barco, os agentes foram surpreendidos por disparos vindos da margem paraguaia. Ao mesmo tempo, pessoas posicionadas no lado argentino passaram a atirar pedras contra os policiais, intensificando a tensão.
Diante da situação, os agentes reagiram, dando início a uma troca de tiros em plena luz do dia. Vídeos gravados por moradores da margem brasileira mostram o momento do confronto, com disparos atingindo a água e embarcações carregadas com caixas embaladas em sacos plásticos, material que pode estar ligado ao contrabando.
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Durante a operação, um dos oficiais foi atingido por um tiro. Ele recebeu atendimento médico imediato e, conforme informado pelas autoridades, não corre risco de morte, segundo apurou o portal LaVozDeCataratas.
Com a escalada da violência, foi solicitado reforço de outras forças federais argentinas, incluindo a Gendarmaria Nacional e a polícia, que passaram a atuar no controle da área.
Apesar da gravidade do episódio, até o momento não há registro de prisões. As investigações seguem em andamento para identificar os envolvidos e esclarecer as circunstâncias do confronto.
Em nota, a Marinha do Brasil negou qualquer participação na ocorrência e desmentiu informações que circularam nas redes sociais sobre a suposta morte de um militar brasileiro. A instituição reforçou que o incidente ocorreu fora de sua área de atuação direta, embora mantenha patrulhamento constante na região.
O caso reacende a preocupação com a segurança na tríplice fronteira, conhecida pela intensa movimentação de embarcações e pela atuação de redes ilegais de comércio.
Assista abaixo vídeos que circulam nas redes sociais
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