Mais de 47 mil unidades de medicamentos para emagrecer foram apreendidas entre 1º de janeiro e 17 de abril deste ano pela Alfândega da Receita Federal do Brasil (RFB) em Foz do Iguaçu, na fronteira com o Paraguai.
O volume expressivo acende um alerta sobre o crescimento do contrabando dessas substâncias, muitas vezes associadas a riscos à saúde e comercializadas irregularmente no país.
Os dados, divulgados na última semana, concentram-se principalmente na região da Ponte da Amizade, principal ligação entre Brasil e Paraguai e um dos pontos mais movimentados da fronteira. Segundo a Receita, o fluxo intenso de pessoas e mercadorias tem sido explorado por redes que atuam no transporte ilegal de medicamentos.
Entre os casos recentes está a apreensão realizada na sexta-feira (17), quando um brasileiro foi flagrado transportando quase 400 ampolas de tirzepatida e drostanolona. A carga estava sendo levada na garupa de um mototaxista paraguaio, uma estratégia considerada comum para tentar driblar a fiscalização.
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Outras ocorrências ao longo do período mostram a criatividade dos envolvidos. Em uma delas, fiscais encontraram dezenas de canetas injetáveis escondidas em fundos falsos de mochilas. Em outro caso, comprimidos para emagrecimento foram localizados dentro de embalagens de eletrônicos, misturados a produtos regulares para dificultar a identificação.
Também houve apreensões em veículos particulares, onde os medicamentos estavam ocultos em compartimentos improvisados, como painéis e estofamentos. Em ônibus de turismo, fiscais identificaram passageiros transportando pequenas quantidades individuais, que, somadas, configuravam tentativa de internalização irregular em maior escala.
De acordo com a Receita Federal, muitos desses produtos entram no país sem registro na Anvisa ou sem controle adequado de armazenamento, o que pode comprometer sua eficácia e segurança.
Além disso, há preocupação com o uso indiscriminado dessas substâncias, impulsionado pela busca rápida por perda de peso.
A intensificação das fiscalizações faz parte de uma estratégia para coibir o contrabando e proteger a saúde pública. A Receita destaca que as operações devem continuar ao longo do ano, com foco em rotas e métodos utilizados por redes ilegais.
O aumento nas apreensões reflete não apenas maior rigor na fiscalização, mas também a crescente demanda por medicamentos para emagrecimento — um mercado que, quando alimentado pela ilegalidade, pode trazer sérias consequências para consumidores desavisados.
Assista abaixo vídeo de uma das apreensões
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