A Prefeitura de Foz do Iguaçu intensifica o monitoramento dos casos de esporotricose zoonótica e alerta a população para a importância da responsabilidade dos tutores de animais no controle da doença.
A esporotricose é uma infecção causada pelo fungo Sporothrix brasiliensis, transmitida principalmente por arranhaduras, mordidas ou contato com lesões de gatos infectados. Nos animais, os sintomas mais comuns são feridas na pele que não cicatrizam, podendo haver também sinais respiratórios.
Em humanos, a doença pode provocar lesões cutâneas persistentes e está associada ao contato direto com animais doentes. Não há evidências de transmissão entre pessoas. Casos suspeitos devem ser atendidos nas unidades básicas de saúde, enquanto o diagnóstico em animais é realizado por médicos veterinários.
Em 2026, o município já contabiliza 207 casos em animais e 25 em seres humanos. De acordo com dados da administração municipal, a doença apresenta crescimento contínuo nos últimos anos. Em 2021, foram registrados 110 casos em animais e 8 em humanos. Os números aumentaram progressivamente, chegando a 498 casos em animais e 174 em pessoas em 2025.
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Segundo especialistas do Centro de Controle de Zoonoses, a disseminação está diretamente relacionada à circulação de animais soltos e à falta de tratamento adequado quando infectados. A orientação é que os tutores mantenham os animais dentro de casa, observem possíveis sintomas e busquem atendimento veterinário ao identificar alterações.
A prefeitura também reforça o conceito de guarda responsável, que inclui cuidados com a saúde, bem-estar e segurança dos animais, além de ações como castração e prevenção do abandono. O abandono, inclusive, é considerado crime, com pena que pode chegar a cinco anos de prisão, além de multa e proibição de guarda.
Sem vacina disponível, a principal forma de prevenção da esporotricose é impedir o acesso dos gatos às ruas, além de manter ambientes protegidos e garantir o acompanhamento adequado dos animais.
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