Câmara de Foz do Iguaçu debate criação de unidade especializada para casos de desaparecimento

Proposta busca implantar delegacia especializada na região Oeste do Paraná para ampliar apoio às famílias e fortalecer ações de inteligência policial

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Plenário da Câmara de Foz. Foto: Christian Rizzi

O desaparecimento de pessoas voltou ao centro do debate sobre segurança pública em Foz do Iguaçu. A discussão ganhou força após o desaparecimento de um idoso de 81 anos no município e motivou uma mobilização política em defesa da criação de uma Delegacia Especializada em Pessoas Desaparecidas na região Oeste do Paraná, com sede estratégica na cidade.

A proposta é liderada pelo vereador Bosco Foz, que encaminhou ofícios ao senador Sérgio Moro e ao deputado federal Filipe Barros em busca de apoio institucional junto ao Ministério da Justiça, à Secretaria Nacional de Segurança Pública, ao Governo do Paraná e à Polícia Civil.

Segundo o vereador, o debate precisa ultrapassar os limites tradicionais da investigação policial.

“Estamos falando de famílias destruídas pela dor, pela ausência e pela incerteza. Precisamos transformar esse sofrimento em ação concreta do poder público. Segurança pública também é acolhimento, inteligência, humanidade e resposta rápida para salvar vidas.”

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Segundo a proposta apresentada, a unidade especializada teria estrutura voltada ao atendimento humanizado das famílias e ao fortalecimento das ações de investigação e inteligência policial. Entre as medidas sugeridas estão a criação de uma central especializada de acolhimento, equipes treinadas para busca e resgate, implantação de canil com cães farejadores e integração tecnológica com sistemas nacionais e internacionais de localização de desaparecidos.

O debate também considera a posição estratégica de Foz do Iguaçu na Tríplice Fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina. De acordo com defensores da proposta, o intenso fluxo migratório, turístico e comercial da região exige respostas mais rápidas e integração entre forças estaduais, federais e internacionais de segurança.

Além da atuação policial, o projeto prevê campanhas preventivas e a criação de um banco regional de desaparecidos da Tríplice Fronteira, com o objetivo de ampliar a cooperação entre os países vizinhos e aumentar as chances de localização de pessoas desaparecidas.


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