Assembleia lotada na Câmara Municipal recusou parcelamento da reposição salarial e reajuste do auxílio-alimentação; sindicatos também se posicionaram contra mudanças na previdência dos servidores
A negociação entre os servidores públicos municipais e a Prefeitura de Foz do Iguaçu segue sem consenso. Em assembleia geral realizada na noite desta quarta-feira (28), na Câmara de Vereadores, os trabalhadores rejeitaram por unanimidade a nova proposta apresentada pelo Executivo para a reposição salarial da categoria.
O encontro reuniu centenas de servidores e teve como principal pauta a campanha salarial de 2025. Maio é o mês da data-base do funcionalismo municipal, período destinado à revisão anual dos salários. Além das discussões sobre remuneração, os participantes também analisaram uma proposta de alteração na Lei Orgânica do Município relacionada à previdência dos servidores.
A reivindicação dos trabalhadores é de uma reposição salarial de 5,4%, índice baseado no reajuste concedido ao Piso Nacional do Magistério pelo Ministério da Educação no início do ano. Como os profissionais da Educação representam a maior categoria do funcionalismo municipal, os sindicatos defendem que o mesmo percentual seja estendido aos demais servidores.
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A Prefeitura manteve a oferta de reajuste de 4,11%, correspondente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado nos últimos 12 meses. A diferença em relação à primeira proposta ficou na forma de pagamento. Em vez de parcelas intercaladas, o percentual seria dividido em quatro parcelas consecutivas: 1% em junho, com retroatividade a maio, 1% em julho, 1% em agosto e 1,11% em setembro.
A proposta, no entanto, não agradou aos servidores, que exigem a aplicação integral do índice e o pagamento retroativo à data-base. Também foi rejeitada a oferta de reajuste no auxílio-alimentação, que passaria de R$ 550 para R$ 600. A categoria reivindica um aumento de 10% no benefício.
Outro ponto discutido durante a assembleia foi o encaminhamento de um Projeto de Lei da Prefeitura que propõe mudanças na Lei Orgânica do Município em relação à aposentadoria dos servidores. A decisão dos trabalhadores foi pela não aprovação da proposta nos termos apresentados. Os sindicatos irão emitir parecer contrário e solicitar a continuidade das negociações.
Os resultados da assembleia foram protocolados nesta quinta-feira (29) pelos dirigentes do Sindicato dos Professores e Profissionais da Educação da Rede Pública Municipal de Foz do Iguaçu (Sinprefi) e do Sindicato dos Servidores Municipais de Foz do Iguaçu (Sismufi).
Segundo a presidente do Sinprefi, professora Viviane Dotto, o descontentamento da categoria é crescente. “A data-base não é aumento salarial, é apenas o reajuste. Estamos exigindo o mínimo”, afirmou.
As próximas assembleias serão realizadas separadamente por cada sindicato no dia 9 de junho, em locais ainda a serem definidos. Os dirigentes sindicais destacam que as decisões tomadas nas reuniões impactam diretamente mais de 7 mil servidores municipais.
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