Riot V transforma Curitiba em um templo do Heavy Metal na celebração de 50 anos de história

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Riot – On Stage (Foto de Adri Chemin)

Esse artigo inclui entrevista com Jonathan Reinheimer (Necropia), tour guitarrista do Riot V e a resenha do show de 11/07/2026 na Ópera do Arame em Curitiba/PR

Em 11/07/2026, o show da turnê mundial da lendária banda americana lota o Ópera de Arame, celebrando os 32 anos da Let’s  Rock e, da mesma forma, mostrando que o legado de Mark Reale continua vivo em uma das formações mais respeitadas do Heavy  Metal.

Na noite do último sábado, Curitiba recebeu uma dessas raridades e a galera do portal Metal Na Lata foi conferir. Riot V subiu ao palco do Ópera de Arame trazendo muito mais que um repertório de clássicos. A apresentação brasileira da 50th Anniversary Tour celebrou meio século de uma trajetória que ajudou a definir os contornos do Heavy Metal norte-americano e reuniu fãs de diferentes gerações para uma noite que ficará marcada na memória da cena paranaense.

O evento teve um significado ainda maior por celebrar também os 32 anos da Let’s Rock, uma das lojas de discos mais tradicionais de Curitiba e ponto de encontro de colecionadores, músicos e apaixonados pelo Rock e Metal há mais de três décadas.

Antes da atração principal, a responsabilidade de aquecer o público ficou com duas representantes da cena nacional. A banda paulista Trovão mostrou a força do Heavy nacional contemporâneo, enquanto os curitibanos da Phantom Star reforçaram a qualidade da produção local. Tudo isso, diante de uma casa tomada por fãs ansiosos para reencontrar uma verdadeira instituição do Metal mundial.

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Riot V entregou exatamente aquilo que seus fãs esperavam: ou seja, um desfile de clássicos executados com precisão, energia e respeito absoluto ao legado construído desde 1975 por Mark Reale, guitarrista, compositor e fundador da banda. Cada música parecia reafirmar por que o Riot ocupa um lugar permanente entre os grandes nomes da história do Heavy Metal.

Mas existe uma pergunta que inevitavelmente acompanha qualquer formação histórica: como preservar uma identidade construída ao longo de cinquenta anos?

A resposta começa na guitarra, pois “existe um jeito de tocar Riot”.

Nos bastidores da apresentação, nossa enviada Adri Chemin conversou com Jonathan Reinheimer, guitarrista que acompanha a banda nas turnês internacionais desde que Nick Lee se fastou, impossibilitado de excursionar por questões de saúde.

Longe de se apresentar como um substituto definitivo, Jonathan faz questão de definir seu papel com humildade. Sua missão, portanto, é manter vivo o trabalho desenvolvido por Nick até que ele possa retornar aos palcos.

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