Com o fim das convenções, campanha entra em nova fase; no Paraná, oito nomes disputam o governo e nove concorrem a duas vagas ao Senado
Com o fim das convenções partidárias, a eleição de 2026 entra em uma nova fase. A partir de 16 de agosto, candidatos, partidos, federações e coligações poderão iniciar oficialmente a propaganda eleitoral, inclusive na internet. Antes disso, as siglas têm até as 19h de 15 de agosto para apresentar à Justiça Eleitoral os pedidos de registro das candidaturas.
No rádio e na televisão, entretanto, a largada será marcada por uma diferença importante entre os candidatos: o tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados determina quanto espaço cada candidatura terá no horário eleitoral gratuito.
Pelas regras eleitorais, 90% do tempo destinado à propaganda em bloco são distribuídos proporcionalmente ao número de deputados federais eleitos em 2022 pelas legendas ou federações que integram cada candidatura. Os outros 10% são divididos igualmente entre as agremiações que cumprem os critérios da cláusula de desempenho.
Para o cálculo, o Tribunal Superior Eleitoral considera 510 deputados federais. Três cadeiras ficam fora da conta porque os partidos pelos quais esses parlamentares foram eleitos não atingiram os requisitos previstos na legislação.
Lula, Flávio Bolsonaro e Caiado estão entre os candidatos com maior estrutura de TV
Na disputa pela Presidência da República, a distribuição beneficia principalmente candidaturas apoiadas por grandes bancadas.
A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, elegeu 81 deputados federais em 2022 e aparece entre as maiores estruturas consideradas para a divisão do horário eleitoral. O PL, que apoia a candidatura de Flávio Bolsonaro, elegeu 99 deputados no mesmo pleito. O PSD, partido de Ronaldo Caiado, elegeu 42 parlamentares. Já o Avante, de Augusto Cury, elegeu sete deputados e também atingiu os requisitos da cláusula de desempenho.
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Na prática, quanto maior a representação parlamentar da legenda ou federação que sustenta uma candidatura, maior tende a ser a exposição do candidato nos blocos e nas inserções de rádio e televisão.
O cenário também explica por que candidatos de partidos com bancadas pequenas ou que não atingiram a cláusula de desempenho podem ficar fora dos blocos do horário eleitoral gratuito.
A legislação estabelece ainda que, em eventual segundo turno, os dois candidatos classificados terão o mesmo tempo de propaganda, independentemente do tamanho das bancadas dos partidos que integram suas coligações.
Paraná terá oito candidatos ao governo
No Paraná, oito nomes foram escolhidos nas convenções para disputar o Governo do Estado. São eles:
- Adriano Teixeira (PCO);
- Alexandre Salomão (Mobiliza);
- Luiz França (Missão);
- Requião Filho (PDT);
- Samuel de Mattos (PSTU);
- Sandro Alex (PSD);
- Sergio Moro (PL);
- Tayná Miessa (UP).
As chapas, porém, têm estruturas partidárias bastante diferentes. De um lado estão candidaturas apoiadas por federações e alianças que reúnem partidos com representação significativa no Congresso. De outro, estão candidaturas lançadas por legendas que concorrem isoladamente e não possuem representação parlamentar suficiente para garantir acesso ao horário eleitoral nos mesmos moldes.
A chapa de Sandro Alex (PSD) reúne PSD, PP, União Brasil, PSDB, Republicanos, Avante, Cidadania e MDB. O candidato a vice é Rafael Greca (MDB). Para o Senado, a composição apresenta Alexandre Curi (Republicanos) e Cristina Graeml (PSD).
Já Sergio Moro (PL) terá o apoio de PL, Novo, Podemos e DC. Edson Vasconcelos (PL) é o candidato a vice. Para o Senado, a chapa apresenta Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL).
Requião Filho (PDT) encabeça uma aliança formada por PDT, PT, PV, PSOL, PCdoB, Rede, PRD e Solidariedade. Michele Caputo (Solidariedade) será candidata a vice. Para o Senado, a chapa reúne Dr. Rosinha e Gleisi Hoffmann, ambos do PT.
As demais candidaturas foram lançadas por partidos que concorrem isoladamente. Luiz França disputa pelo Missão; Samuel de Mattos, pelo PSTU; Tayná Miessa, pela Unidade Popular; Alexandre Salomão, pelo Mobiliza; e Adriano Teixeira, pelo PCO.
Senado terá nove candidatos para duas vagas
Na corrida pelo Senado, o Paraná terá nove candidatos disputando duas cadeiras.
Foram escolhidos nas convenções Alexandre Curi (Republicanos), Cristina Graeml (PSD), Deltan Dallagnol (Novo), Filipe Barros (PL), Dr. Rosinha (PT), Gleisi Hoffmann (PT), Karen Guerreiro (Missão), Joaquim Maciel (UP) e Alex Sandro (Mobiliza).
A força das alianças também será determinante na propaganda dos candidatos ao Senado e ao governo. O TSE utiliza a representação das legendas e federações na Câmara para a distribuição do horário eleitoral e, para a participação em debates, considera também a representação no Senado.
Quando começa a propaganda eleitoral?
A propaganda eleitoral está liberada a partir de 16 de agosto. A regra vale também para a internet, incluindo sites de candidatos, partidos e federações, além de redes sociais, blogs e aplicativos de mensagens, respeitadas as normas estabelecidas pela Justiça Eleitoral.
O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão do primeiro turno será veiculado até 1º de outubro, conforme o calendário eleitoral. Além dos programas em bloco, as candidaturas terão direito a inserções distribuídas ao longo da programação das emissoras.
O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro. Se houver segundo turno, a votação ocorrerá em 25 de outubro.
Até lá, os partidos ainda precisam concluir o registro formal das candidaturas. O prazo termina às 19h de 15 de agosto. Somente depois dessa etapa estarão formalizadas perante a Justiça Eleitoral as candidaturas escolhidas nas convenções.
Com as convenções encerradas, portanto, começa a disputa pela atenção do eleitor. E, no rádio e na televisão, o tamanho das bancadas que sustentam cada candidatura será um dos fatores que determinarão quem terá mais espaço para apresentar propostas e buscar votos durante a campanha.
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