No mês em que é celebrado o Dia Internacional da Juventude, Rogério Carboni relembra iniciativas desenvolvidas durante sua passagem pela Secretaria do Desenvolvimento Social e Família
Agosto é marcado por ações e debates relacionados aos direitos e às oportunidades para a juventude. No Paraná, o período também serve para destacar iniciativas desenvolvidas nos últimos anos na área de políticas públicas para adolescentes e jovens. Entre elas estão a retomada do Conselho Estadual da Juventude, a ampliação do Programa Agentes de Cidadania, ações de prevenção ao uso de drogas e a retomada de obras de Centros da Juventude.
À frente da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social e Família (SEDEF), Rogério Carboni participou da implementação e da condução de parte dessas iniciativas. Entre os avanços está o fortalecimento da participação juvenil por meio do Conselho Estadual da Juventude (CEJUV), que havia permanecido inativo por mais de duas décadas.
O Conselho Estadual da Juventude foi criado originalmente em 1988, mas permaneceu inativo por mais de 20 anos. Em 2025, a Lei Estadual nº 22.636 instituiu o CEJUV e a Conferência Estadual da Juventude em sua atual estrutura, vinculados à SEDEF. O órgão tem caráter consultivo, fiscalizador e deliberativo e reúne representantes do poder público e da sociedade civil para formular, propor e acompanhar diretrizes das políticas estaduais para jovens de 15 a 29 anos.
Outra iniciativa destacada é o Programa Agentes de Cidadania, que concede bolsas mensais de R$ 400 para adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade desenvolverem projetos de impacto social e comunitário. Em 2025, o programa foi ampliado de 25 para 88 municípios, com a inclusão dos Centros de Convivência entre os locais que podem executar as atividades. A expansão acrescentou 630 novos bolsistas.
O programa busca fortalecer o protagonismo juvenil, a participação comunitária e a prevenção de situações de risco social. Uma pesquisa realizada pela Divisão de Proteção Social Básica em 2024 apontou, entre os beneficiários, redução da evasão escolar e participação em atividades esportivas, culturais, educacionais e de inserção profissional.
Na área da prevenção, o projeto “É Sobre Isso! Juventude Viva, Livre das Drogas” passou a integrar ações da SEDEF, da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SESP) e da Secretaria de Estado da Educação (SEED). A iniciativa leva informação e diálogo para escolas, com foco na prevenção ao uso de drogas e no fortalecimento das redes de proteção de adolescentes e jovens.
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No mercado de trabalho, os indicadores também mostram uma forte presença da juventude paranaense. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam que 89.548 pessoas de até 24 anos conquistaram espaço no mercado formal do Paraná em 2025, o maior número entre os três estados da Região Sul. Do total, 32.460 tinham até 17 anos e 57.088 estavam na faixa de 18 a 24 anos.
Outra frente foi a retomada de obras de Centros da Juventude. Em Paranaguá, a construção, que estava paralisada havia anos, recebeu R$ 6,4 milhões em recursos do Fundo Estadual para a Infância e Adolescência (FIA) para a retomada e conclusão do Centro da Juventude, avançando para a fase final e entrando no planejamento para entrega em 2026. Em Prudentópolis, a retomada da obra foi autorizada em 2026, após aproximadamente 15 anos de paralisação, com investimento de R$ 7,89 milhões entre recursos estaduais e contrapartida municipal.
Os Centros da Juventude são equipamentos destinados à oferta de atividades de esporte, cultura, lazer, convivência e qualificação profissional. Em Paranaguá, por exemplo, o espaço atende adolescentes e jovens de 12 a 18 anos e prevê ações integradas de cidadania, qualificação e desenvolvimento social.
Para Rogério Carboni, as iniciativas mostram a importância de políticas públicas que combinem participação social, prevenção, oportunidades e espaços de convivência.
“Agosto é o mês da juventude e é importante recordar o que foi feito. O Paraná avançou em políticas para os jovens, com participação, oportunidade, prevenção e espaços de convivência”, afirma.
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