Campanha da FENASCON alerta para os impactos do vício em apostas on-line, o endividamento das famílias e a importância da conscientização para prevenir problemas sociais.
Por Paulo Rossi
O Brasil vive hoje uma epidemia silenciosa que está entrando nos lares dos trabalhadores e destruindo famílias: o vício em apostas on-line, as chamadas BETS.
Como presidente da FENASCON – Federação Nacional dos Trabalhadores em Serviços, Asseio e Conservação, que representa mais de 2 milhões de trabalhadores em todo o país, não poderia me omitir diante desse cenário.
Foi por isso que elaboramos a cartilha “Desvendando as BETS: Informar para proteger”, em parceria com a FEMACO e a CONASCON. Um material simples, direto, com dados, orientações e alertas sobre os riscos da ludomania.
Tive a honra de entregar essa cartilha pessoalmente ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, levando ao Governo Federal a preocupação do movimento sindical com o avanço descontrolado das apostas e o endividamento das famílias.
Os números não mentem: segundo a CNC, 80,4% das famílias brasileiras estão endividadas. Pesquisa da Serasa mostra que 46% dos apostadores deixam de pagar contas essenciais para continuar apostando. Isso é grave. É saúde pública, é questão social.
E o debate não pode ficar só em Brasília. Por isso levei essa campanha nacional para Curitiba, minha cidade. Fui recebido nesta semana pelo prefeito em exercício, Leonidas Dias, na Prefeitura de Curitiba, onde apresentei a cartilha e discutimos a criação de campanhas educativas permanentes de conscientização sobre os riscos das apostas.
Curitiba pode ser exemplo para o Brasil no combate a esse mal
Nosso objetivo não é perseguir ninguém, mas informar. O trabalhador precisa saber que por trás da promessa de dinheiro fácil, existe um sistema feito para ele perder.
Dinheiro de programa social não pode virar aposta. Salário de trabalhador não pode sustentar casa de aposta estrangeira.
A FENASCON vai continuar levando essa campanha para todo o Brasil, para dentro dos sindicatos, das escolas, das comunidades.
Informar é o primeiro passo para proteger.
Paulo Rossi
Presidente da FENASCON
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