Com mais de 150 horas de programação, congresso reuniu estudantes, pesquisadores e profissionais para compartilhar conhecimentos e desenvolver soluções em tecnologias abertas
As irmãs Nika e Alla Lozinskaia, de 9 e 7 anos, respectivamente, ainda estavam longe de nascer quando o Congresso Latino-Americano de Software Livre e Tecnologias Abertas – Latinoware, dava seus primeiros passos. Durante a 23ª edição, encerrada na última sexta-feira (16), as pequenas entusiastas da tecnologia compartilharam o espaço com outros 3,7 mil participantes que se reuniram em Foz do Iguaçu (PR) para conhecer ideias, projetos e iniciativas na área. O evento é organizado pela Itaipu Binacional e pelo Itaipu Parquetec.
Alunas de robótica em um projeto da cidade, as irmãs formaram uma dupla e não apenas programaram, mas também venceram a competição de robôs lutadores, uma das diversas atividades oferecidas durante a programação. “Eu gosto muito de montar coisas que podem ser usadas por outras pessoas. Fiquei muito feliz por vencer”, disse Nika.
A mãe, Ágata Lozinskaia, de origem russa, está em Foz com as filhas desde o início do ano e as incentiva a conhecer mais sobre tecnologia. Ela celebrou a oportunidade de encontrar um evento como o Latinoware na cidade. “Gostei muito, porque é uma oportunidade incrível para as crianças. É muito difícil encontrar oportunidades para que elas participem de eventos como esse junto com os adultos. Isso é uma grande motivação”, afirmou.
Para Everton Pasqual, superintendente de Tecnologia da Informação da Itaipu Binacional, uma das missões do congresso é “plantar sementes para o futuro”. Segundo ele, a cada ano o evento supera as expectativas e integra novos públicos. “A nossa comunidade de software livre se expande, e ter jovens aqui demonstra isso. Essa juventude enxerga a tecnologia com outros olhos e se encontra aqui”, destacou.
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Desafios e promoção do conhecimento
Com uma programação que combinou atividades práticas e mais de 150 horas de apresentações técnicas e debates, o congresso também abriu espaço para a divulgação de pesquisas acadêmicas e projetos com aplicações concretas. Ao longo de três dias, o Latinoware reuniu estudantes, pesquisadores e profissionais para discutir temas relacionados ao desenvolvimento tecnológico, à inovação e ao uso de tecnologias abertas.
A trilha científica Latin.Science, realizada pelo oitavo ano consecutivo, recebeu mais de 300 artigos, dos quais 166 foram apresentados durante o evento. Os melhores trabalhos foram premiados, e seus autores serão convidados a retornar ao congresso em 2027 como palestrantes, para compartilhar os resultados das pesquisas desenvolvidas.
Espaço de experimentação e aprendizado, o Latinoware também contou com desafios tecnológicos, como as tradicionais competições Capture The Flag (CTF), com mais de 80 competidores, e a maratona de programação, organizada em parceria com a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), que contou com cerca de 50 estudantes. Os participantes tiveram tempo determinado para resolver problemas computacionais e colocar em prática seus conhecimentos, desenvolvendo habilidades em programação e segurança digital.
“Estamos celebrando os bons resultados do Latinoware há 23 anos. A cada edição, nossa proposta de promover conhecimento e fortalecer a comunidade é cumprida. Queremos fortalecer ainda mais esse espaço de troca de experiências, incentivar a participação de novos públicos e aproximar públicos para que o conhecimento compartilhado aqui se transforme em novas ideias, projetos e soluções para a sociedade”, completa Willbur Souza, gerente de Tecnologias Aplicadas do Itaipu Parquetec.
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