Orientações da Vigilância em Saúde destacam cuidados com água, alimentos e limpeza de reservatórios para prevenir diarreia aguda, leptospirose e hepatite A após as fortes chuvas
As fortes chuvas registradas nos últimos dias em Foz do Iguaçu, que provocaram alagamentos em diferentes regiões e a elevação do nível dos rios, levaram a Secretaria Municipal da Saúde a reforçar as orientações para prevenir doenças relacionadas à água e aos alimentos contaminados.
As recomendações foram divulgadas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS-Fronteira) e incluem medidas de higiene, cuidados no armazenamento de alimentos e procedimentos para garantir a qualidade da água consumida nas residências. Entre os principais riscos estão a diarreia aguda, a leptospirose e a hepatite A.
Segundo a diretora de Vigilância em Saúde, Carmensita Gaievski, a diarreia aguda exige atenção especial por poder provocar desidratação grave, principalmente em crianças e idosos. A orientação é observar possíveis sintomas e procurar atendimento de saúde diante de sinais de adoecimento.
Cuidados com os alimentos
A Secretaria da Saúde recomenda armazenar os alimentos em locais limpos, ventilados e protegidos do sol, longe do chão, de entulhos e de produtos tóxicos. Também é importante verificar a procedência, a conservação e o prazo de validade dos produtos, além de higienizar os utensílios utilizados no preparo das refeições.
Carnes, leite e derivados que permaneceram fora da refrigeração por mais de duas horas não devem ser consumidos. Os alimentos perecíveis e preparados devem ser mantidos refrigerados, abaixo de 5 °C, ou aquecidos a temperaturas superiores a 60 °C até o momento do consumo.
Produtos que tiveram contato com a água de enchentes ou alagamentos devem ser descartados, mesmo quando não apresentam alterações visíveis. A recomendação também inclui evitar o contato entre alimentos crus e cozidos.
Limpeza da caixa-d’água
Outro cuidado importante é verificar as condições da água utilizada nas residências e higienizar os reservatórios quando houver possibilidade de contaminação.
A limpeza deve ser feita com luvas e botas de borracha. As paredes e o fundo da caixa-d’água devem ser esfregados com panos, escova ou esponja, sem o uso de sabão ou detergente. Depois, é necessário realizar a desinfecção conforme as orientações sanitárias.
O procedimento deve ser repetido a cada seis meses ou sempre que houver suspeita de contaminação, inclusive após enchentes que possam comprometer a qualidade da água armazenada.
Como tratar a água para consumo
Em caso de interrupção do abastecimento de água potável, a orientação é utilizar métodos adequados de tratamento doméstico, como filtração, fervura ou desinfecção química.
Para a desinfecção de água límpida, a recomendação do CIEVS-Fronteira é utilizar hipoclorito de sódio a 2,5%, na proporção de duas gotas por litro de água. Após a aplicação, é necessário aguardar 30 minutos antes do consumo. A água tratada deve ser utilizada em até 24 horas e não pode ser misturada com água sem tratamento.
As autoridades reforçam que os cuidados com a água, os alimentos e a higiene são fundamentais para reduzir o risco de doenças após episódios de alagamento.
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