Parque das Aves promove novo censo de papagaios em novembro e convida comunidade a participar

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Foto: Divulgação/Parque das Aves

Atividade dá continuidade ao monitoramento da espécie em Foz do Iguaçu e reforçará a importância da Ciência Cidadã para a conservação da biodiversidade urbana

O Parque das Aves realizará, no dia 04 de novembro, a partir das 18h , uma nova edição do censo de papagaios-verdadeiros ( Amazona aestiva ) no Gramadão da Vila A, em Foz do Iguaçu (PR). Aberta à comunidade, a atividade dará continuidade ao monitoramento da espécie no ambiente urbano e permitirá que os participantes acompanhem a chegada das aves ao dormitório coletivo natural, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade presente na cidade.

Esta será a terceira edição do censo realizada em 2026, dando continuidade ao acompanhamento dos papagaios-verdadeiros que utilizam o Gramadão da Vila A como dormitório coletivo. Nas duas edições anteriores, foram registrados 557 e 432 indivíduos , respectivamente. A realização de contagens em diferentes momentos do ano permite observar variações na presença das aves, ampliar o conhecimento sobre seus deslocamentos e reunir informações importantes para o monitoramento da espécie na região.

“Cada censo representa uma oportunidade de compreender melhor a relação dos papagaios-verdadeiros com o ambiente urbano. As diferenças entre as contagens também são informações importantes, porque nos ajudam a observar como o comportamento dessas aves pode mudar ao longo do ano”.

“E quando a comunidade participa, esse conhecimento deixa de ficar restrito às equipes técnicas e passa a fazer parte do cotidiano das pessoas, fortalecendo a conexão com a biodiversidade da cidade”, destaca a gerente de Conservação do Parque das Aves, Marina Somenzari.

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Foto: Divulgação/Parque das Aves

Monitoramento contínuo ajuda a compreender o comportamento da espécie
O Gramadão da Vila A é utilizado pelos papagaios-verdadeiros como dormitório coletivo, reunindo aves de diferentes regiões, incluindo indivíduos que se deslocam do Paraguai para passar a noite no local. Ao longo do dia, esses animais percorrem diferentes áreas em busca de alimento e, ao entardecer, retornam às árvores do Gramadão, onde encontram um espaço para descansar.

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“É importante entender que os papagaios não utilizam os mesmos espaços da mesma maneira durante todo o ano. Eles podem mudar seus deslocamentos conforme suas necessidades, e isso influencia a quantidade de indivíduos observados em cada censo. Quando a comunidade acompanha essas contagens, também tem a oportunidade de conhecer melhor o comportamento das aves e perceber como a observação da natureza pode contribuir para a conservação da biodiversidade”, explica a supervisora pedagógica de Educação para Conservação do Parque das Aves, Luiza Araujo.

Durante a reprodução, por exemplo, alguns indivíduos podem permanecer próximos aos ninhos, enquanto outros continuam utilizando os dormitórios coletivos. Por isso, uma contagem menor não representa necessariamente uma diminuição da população, mas pode refletir mudanças no comportamento e na distribuição das aves naquele momento. A realização de censos periódicos permite acompanhar essas variações, reunir informações sobre a utilização do espaço e compreender melhor a dinâmica da espécie na região de fronteira.

Ciência Cidadã fortalece a conexão entre moradores e biodiversidade
Além de reunir dados sobre os papagaios-verdadeiros, a atividade busca aproximar os moradores das ações de conservação desenvolvidas na cidade. A participação da comunidade permite acompanhar o trabalho de campo, observar o comportamento das aves e compreender como registros realizados ao longo do tempo contribuem para o conhecimento científico.

Essa aproximação está relacionada à Ciência Cidadã, que incentiva o envolvimento da população em iniciativas científicas e amplia as oportunidades de aprendizado sobre a natureza. Ao observar os papagaios em um espaço conhecido da cidade, os participantes também são convidados a perceber que a biodiversidade não está presente apenas em áreas de floresta, mas compartilha diferentes ambientes com a população.

Para o Parque das Aves, a realização de censos periódicos reforça a importância de valorizar as espécies que vivem em Foz do Iguaçu e de envolver a comunidade na construção de uma relação mais próxima com a conservação da fauna silvestre.

Sobre o Parque das Aves
O Parque das Aves, que possui um centro de conservação focado em espécies da Mata Atlântica e atua no acolhimento de animais resgatados, é o atrativo mais visitado do Paraná depois das Cataratas e possui mais de 30 anos de história. Há anos com o selo Travellers’ Choice, e em primeiro lugar na lista dos mais indicados do Brasil, ambos pelo TripAdvisor, o Parque também se destaca pela gastronomia, com o Restaurante Sabores da Floresta premiado no Festival Bom Gourmet em 2026, reforçando a experiência como um dos destaques para quem visita Foz do Iguaçu. Como instituição privada, os visitantes promovem a continuidade do trabalho do atrativo por meio da visita ao Parque, do consumo nos restaurantes do Complexo Gastronômico (Restaurante Sabores da Floresta, Bistrô da Mata e Café da Praça) e das compras na Loja de souvenirs.


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