Chuvas e temperaturas elevadas aumentam risco de acidentes com animais peçonhentos no Paraná

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Foto: Divulgação

De janeiro a outubro de 2026, o Estado registrou mais de 7,1 mil acidentes com escorpiões e 6,5 mil com aranhas; Foz do Iguaçu também teve ocorrência dentro de hospital público

O aumento das temperaturas e o volume de chuvas elevam o risco de acidentes com animais peçonhentos no Paraná. O alerta é da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que aponta maior movimentação de aranhas, escorpiões e abelhas durante esse período. As condições climáticas favorecem a atividade e a reprodução desses animais, além de intensificarem a busca por alimento.

Dados preliminares da Sesa indicam que, entre janeiro e outubro de 2026, foram registrados 7.180 acidentes com escorpiões e 6.543 com aranhas em todo o Estado. As duas espécies lideram o número de ocorrências.

Embora apareçam em terceiro lugar, com 2.342 registros, os acidentes com abelhas apresentam a maior letalidade. Até o momento, foram confirmadas 12 mortes no Paraná, provocadas por choque anafilático — reação alérgica grave — ou envenenamento decorrente de múltiplas picadas.

A Secretaria orienta a população a manter distância de enxames, evitar o uso de equipamentos motorizados perto de colmeias e não tentar remover colônias por conta própria. Em caso de ataque, é necessário procurar atendimento médico imediatamente. A retirada dos ferrões deve ser feita por raspagem, sem o uso de pinças.

Ocorrência em Foz do Iguaçu

A presença de escorpiões em áreas urbanas também exige atenção. No final de outubro, um homem de 38 anos foi picado na orelha direita enquanto estava internado no Hospital Municipal Padre Germano Lauck, em Foz do Iguaçu, aguardando transferência.

O aracnídeo foi encontrado pela esposa do paciente sobre o travesseiro do leito. O homem recebeu anestesia local e medicação, sem apresentar complicações clínicas. Em nota, a administração do hospital informou que a unidade havia passado por dedetização recentemente e que reforçou imediatamente as medidas preventivas de controle de pragas.

Segundo a Sesa, o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) representa o maior risco entre as três espécies de importância médica identificadas no Paraná. Ele corresponde a 93% dos exemplares recolhidos pelo Laboratório de Taxonomia do Estado e pode provocar complicações graves, principalmente em crianças de até 10 anos.

Como prevenir acidentes

A principal recomendação é manter quintais, jardins e terrenos limpos, sem acúmulo de entulhos, madeira e lixo. Também é indicado instalar telas em ralos, pias e tanques, vedar frestas em paredes e pisos e utilizar soleiras nas portas.

A população deve sacudir roupas e calçados antes de usá-los, além de verificar toalhas e roupas de cama. O cuidado também deve ser redobrado ao manusear pedras, troncos e outros locais que possam servir de abrigo para esses animais.

O Paraná conta com 211 pontos de aplicação de soros antiveneno distribuídos pelas Regionais de Saúde. Em caso de acidente ou dúvidas, a população pode entrar em contato com o CIATox-PR pelo telefone 0800 041 0148. A unidade regional de Cascavel atende pelo número (45) 3321-5261.


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