Abrabar cobra ação das forças de segurança contra onda de furtos e roubos no Centro Histórico de Curitiba

Próximo ao Largo da Ordem, um projeto social atrai dezenas de pessoas, a maioria em situação de rua; na alta temporada, boa parte do policiamento do Paraná é deslocado para o litoral

arrombamentos largo da ordem
A comerciante Eliza e o presidente da Abrabar, Fábio Aguayo, em frente ao estabelecimento no Largo da Ordem em Curitiba, arromba três vezes nos últimos 15 dias (Foto: Divulgação/Abrabar)

A Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar) fez um apelo aos órgãos de segurança nesta segunda-feira (12), para a onda de furtos e roubos especialmente no Centro Histórico de Curitiba. Tem comércio que já foi arrombado quatro vezes em 15 dias, gerando prejuízos astronômicos aos proprietários. “Precisa dosar o policiamento, não deslocar todo o efetivo para o litoral e deixar sem assistência regiões como o Largo da Ordem”, disse o presidente Fábio Aguayo.

Os números de furtos e roubos no Largo da Ordem, bairro histórico da capital paranaense, aumentaram nas últimas semanas, segundo relatos dos comerciantes. O presidente da entidade visitou a região e destacou o caso do Boesia Bar, que precisou mudar de local após a desapropriação para o projeto Rua da Memória da Prefeitura. A nova sede ainda está para ser instalada num casarão do século 18, 19, que está em processo de restauração.

“Nesta madrugada, o estabelecimento teve o terceiro arrombamento. O empresário quer fazer um negocio diferente em Curitiba, mas infelizmente não está tendo apoio, nem suporte das autoridades”, citou Fábio Aguayo. De acordo com os proprietários, os marginais arrombaram e levaram diversos objetos tanto do estabelecimento como dos trabalhadores. Os empresários estão fazendo este apelo ao poder público, ao prefeito, para colocar uma viatura fixa na região.

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Próximo ao Largo da Ordem, a sede de um projeto social Mesa Solidária atrai muitas pessoas, principalmente em situação de rua. “O local traz muita gente que, infelizmente não tem outro ofício na vida, a não ser fazer coisa errada. Sabemos que no meio tem gente boa, mas a maioria não é. Ficam fixos no local, observando e estudando para agir. Precisa uma viatura da Guarda Municipal”, disse. O presidente da Abrabar lembrou que já existe um movimento para remover o projeto da esquina.

“Em relação aos roubos, foram três em 15 dias”, contou Eliza, que toca o estabelecimento ao lado do marido, Jairo. “Entraram as 15h, as 3h da madrugada, as 6h . Não tem um horário específico, ocorre em qualquer hora do dia”. Eliza lembrou que, no primeiro arrombamento, o marido estava dentro e conseguiu tirar o marginal. “As outras três vezes não tinha ninguém e levaram muitos objetos. Hoje passa de R$ 30 mil o prejuízo”.

Abrangência

Outros estabelecimentos da região também já foram alvo de marginais. “A loja de uma amiga, na Rua XV, eles entraram pelo teto”, contou. Fábio Aguayo lembrou que na região em várias câmeras da Prefeitura e da Guarda Municipal. “Acho que um serviço de inteligência, prevenção da Guarda Municipal com Secretaria de Segurança para identificar e pegar estas pessoas. Sabemos que nesta região, infelizmente, está cheio de furtos e roubos. Só que temos de conter, deixar uma viatura fixa da Guarda aqui e, empresários e moradores, se comunicarem para identificar estas pessoas”.

A preocupação do setor dos agentes do setor de gastronomia e entretenimento é que empresários, caixas e gerentes podem virar alvo dos bandidos, já que ficam no estabelecimento depois de fechar o expediente ao público. “Enquanto estão levando bens materiais não é fácil, mas a gente corre atrás, mas vai ter que ocorrer uma tragédia, morrer alguém para as autoridades fazer alguma coisa?”, perguntou Eliza. Que completou: “É complicado”.

Fábio Aguayo também percorreu algumas áreas da região e na Praça Tiradentes notou o livre comércio de peças e produtos expostos nas calçadas. “Com comércio livre só de coisas roubadas e ninguém fala nada. Expôs tudo quanto é coisa roubada ali. Brincadeira, hein?”, completou o presidente da Abrabar. A entidade está encaminhando as denúncias aos órgãos responsáveis pela segurança na capital.


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