Zé Beto Maciel e Ronildo Pimentel
O advogado e jornalista Airton José retornou na terça-feira (10) ao MDB, partido que militou por décadas desde o auge da família Silva – Dobrandino, Zizo e Sâmis – de 1985 até por volta de 2010.
Na última eleição para prefeito em 2024, Airton José deixou o comando das campanhas eleitorais e resolveu encarar as urnas pelo PSB. Fez 16.166 votos, ficou em terceiro lugar, e por alguns dias não levou a eleição ao segundo turno.
O bom resultado das urnas o credenciou para as próximas eleições e na próxima em 4 de outubro, Airton José apresenta como pré-candidato a deputado federal pelo MDB, que além do presidente estadual do partido, o deputado Sérgio Souza, pretende eleger pelo menos mais dois deputados. O nome de Airton é apontado com potencial eleitoral a uma das 30 vagas do Paraná na Câmara dos Deputados.
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Airton José avalia que muitas das demandas de Foz do Iguaçu, por situação geopolítica, devem ser resolvidas ou pactuadas no governo federal em Brasília. “Foz do Iguaçu é uma cidade federal”.
“Tem o hospital que tem que federalizar, a Unila que é federal, a questão da saúde com vínculo direto com o SUS, tem a questão trabalhista com as fronteiras abertas para este vai e vem de trabalhadores e estudantes todos os dias e tem as questões relacionadas a importação e exportação”, exemplifica o pré-candidato.
Desafios
“O aeroporto e a rodoviária são internacionais. Duas pontes e dois países de fronteira com o Brasil – automaticamente isto acarreta todas as relações e atenção neste relacionamento internacional. Tem a questão dos servidores federais que também tem a ver com o governo federal com participação ativa dos parlamentares federais. Temos obras viárias que são essenciais para Foz do Iguaçu, que exigem a intervenção do governo federal. Aqui é a base da Itaipu binacional”, completa.
Se Foz do Iguaçu tem esse caldo das relações com o Paraguai e Argentina, a importância do Parque Nacional do Iguaçu e a expressiva presença de servidores federais e estaduais e da própria usina binacional, o lado B da cidade enfrenta seus percalços e desafios. “Tem a questão da segurança em relação aos crimes transfronteiriços”, pontua.
“O turismo vez ou outra enfrenta percalços porque falta uma interlocução mais efetiva junto aos governos centrais, neste caso federal tem que ter uma intervenção direta e uma participação mais ativa com outros governos, no caso específico, o nosso maior gargalo é com a Argentina. Tem o parque nacional, qual é a participação mais ativa dele no dia a dia da cidade”, continua.
Mercosul
O pré-candidato ainda aponta o espaço que os parlamentares devem ocupar no Parlamento do Mercosul para discutir as questões relacionadas ao mercado, os acordos com a Argentina e o Paraguai e as relações fronteiriças entre as cinco cidades da região (Foz do Iguaçu, Puerto Iguazu, Ciudad del Este, Hernandarias e Presidente Franco). “Tudo isto acaba tendo um impacto muito forte na região, tanto no Brasil como nas cidades paraguaias e argentinas que têm uma relação direta conosco, seja na educação, na saúde, questão trabalhista”.
“Foz tem esta condição destacada e que por isto precisa de representantes que compreendam esta realidade. A política tem que ser prática no sentido de planejamento. Tem que verificar o que o governo federal tem e que os governos estadual e municipal precisam para participar na construção de propostas”, avaliou.
Na interlocução federal, segundo Airton José, Foz do Iguaçu tem mais uma boa condicionante: a Itaipu Binacional. “A Itaipu tem inúmeras ações, projetos e programas de apoio desenvolvidos em Foz do Iguaçu e que agora se estendem por todo Paraná, mas seu foco central sempre é Foz do Iguaçu. Se até agora foram R$ 2 bilhões investidos nos últimos anos, o melhor ainda está por vir”
Emendas
Airton José também defende a indicação das emendas parlamentares conforme o planejamento feito em conjunto pelas lideranças, vereadores e governos (municipal, estadual e federal). “O deputado federal tem emendas. Se não as individuais, as de bancada e as de relator, que também pode propor grandes projetos que são importantes para o Brasil porque estamos em Foz do Iguaçu que é uma cidade que tem essa consistência”, disse.
“Outra coisa, durante a campanha para prefeito, defendi a tarifa zero, porque considero que é uma forma de estimular a economia através do transporte coletivo. E agora tem uma proposta tramitando na Câmara dos Deputados para estabelecer a tarifa zero no Brasil. E isso virá através de decisão do governo central”, completou o pré-candidato.
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