Armas somem em presídio na fronteira com o Brasil e expõem falhas no sistema carcerário do Paraguai

Uma operação conjunta da Polícia Nacional e do Ministério Público foi deflagrada ao meio-dia desta segunda-feira no presídio localizado no departamento de Amambay

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Os suspeitos agora estão detidos (Foto: Marciano Candia/Gentileza Última Hora)

O desaparecimento de cinco armas de fogo de uso oficial dentro da Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero, na fronteira do Paraguai com o Brasil, acendeu um alerta máximo nas forças de segurança do país vizinho.

Mais do que um caso de furto, o episódio levanta suspeitas sobre a integridade do sistema prisional em uma das regiões mais sensíveis do país, na fronteira com o Brasil, destacaram os veículos de comunicação do Paraguai.

Uma operação conjunta da Polícia Nacional e do Ministério Público foi deflagrada ao meio-dia desta segunda-feira no presídio localizado no departamento de Amambay, na região de Ponta Porã, no estado do Mato Grosso do Sul.

A ação resultou na prisão de quatro guardas prisionais, apontados como responsáveis diretos pela gestão do arsenal da unidade.

Foram detidos São José Assunção Figueredo Vera, Celso Romel Quevedo Añasco, Eugenio Odilón Silva Vázquez e Venancio González Cáceres, todos levados à base de investigações da Polícia Nacional para prestar depoimento.

Na última semana, quatro policiais paraguaios foram presos após supostas tentativas de extorsão de turistas brasileiros em Ciudad del Este (AQUI para relembrar).

Contexto

Segundo as autoridades, três pistolas Glock e duas pistolas Beretta, todas calibre 9 mm, desapareceram na noite de sábado.

As armas faziam parte do equipamento utilizado diariamente para a segurança do presídio e deveriam ser distribuídas aos agentes de plantão, conforme o protocolo interno.

O principal temor das forças de segurança é que o armamento tenha sido desviado para dentro da própria população carcerária, o que representaria um risco extremo não apenas para servidores penitenciários, mas também para a ordem pública fora dos muros da prisão.

As investigações buscam esclarecer se houve negligência, conivência ou participação direta no desaparecimento das armas.

O caso reacende o debate sobre os controles internos, a vulnerabilidade do sistema prisional e os riscos de corrupção em unidades estratégicas, especialmente em regiões fronteiriças historicamente marcadas pelo crime organizado.

O Ministério Público não descarta novas prisões e afirma que o caso será tratado como prioridade.


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