Falta de estrutura e de serviços de alta complexidade aprofunda crise da saúde em Foz do Iguaçu

Limitações do Hospital Municipal e aumento da demanda regional pressionam o sistema público de atendimento

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Foto: Christian Rizzi/PMFI

A crise na saúde pública de Foz do Iguaçu tem sido agravada pela falta de estrutura e pela ausência de serviços de alta complexidade no Hospital Municipal. A avaliação é de representantes do setor e de profissionais da área, que apontam dificuldades históricas para atender à demanda crescente da população.

Segundo especialistas, o município não acompanhou, ao longo dos anos, o crescimento populacional e regional, o que resultou em limitações na capacidade de atendimento hospitalar. A insuficiência de investimentos em infraestrutura, equipamentos e recursos humanos compromete a oferta de serviços especializados e a resolutividade dos atendimentos.

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Além da população local, o Hospital Municipal passou a receber pacientes de municípios vizinhos e de países da região de fronteira, ampliando a pressão sobre a rede pública de saúde. A ausência de unidades e procedimentos de alta complexidade obriga o encaminhamento de casos mais graves para outras cidades, gerando sobrecarga, atrasos e aumento dos custos do sistema.

O cenário é marcado por demanda crescente e capacidade instalada insuficiente, o que, segundo profissionais da área, contribui para filas, superlotação e dificuldades no acesso a tratamentos especializados. Diante do quadro, representantes do setor defendem a ampliação de investimentos, a modernização da estrutura hospitalar e o fortalecimento da rede de atenção à saúde para atender às necessidades da população de forma mais eficiente.


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