Eleições 2026: Possível racha acende alerta do grupo de Ratinho Junior ficar fora do segundo turno

A leitura é simples: em 2022, Lula superou 35% dos votos no Paraná. Se esse contingente migrar para um candidato da esquerda, nem Curi nem Guto Silva vão ao segundo turno

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Deputado Alexandre Curi, senador Sergio Moro e Guto Silva (Fotos: Arquivo/Google)

Analistas do Palácio Iguaçu passaram o fim de semana fazendo contas e chegaram a uma conclusão que acendeu o sinal de alerta no entorno do governador Ratinho Junior.

Ao comparar os resultados da eleição presidencial de 2022 com pesquisas recentes para o governo do Estado, avaliaram que um possível racha no grupo do PSD pode custar caro.

A leitura é simples: em 2022, Lula (PT) superou os 35% dos votos no Paraná, reunindo eleitores petistas e também os que rejeitavam Jair Bolsonaro (PL).

Se esse contingente migrar para um candidato da esquerda em 2026, hoje representado por Requião Filho (PDT), nem Alexandre Curi nem Guto Silva (ambos do PSD) teriam fôlego para chegar ao segundo turno com o senador Sergio Moro (União), que lidera as pesquisas de intenção de voto.

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Com essa projeção em mãos, interlocutores pressionam o governador a decidir logo o rumo da sucessão e manter o grupo unido, para evitar que seu capital político, hoje superior a 70% de aprovação, se disperse.

O problema é o relógio: a janela de filiação termina no início de abril. Nos bastidores, cresce o risco de movimento próprio de Alexandre Curi, que já cogita trocar de partido e formar dobradinha com o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, outro nome do grupo que se coloca como pré-candidato ao governo.


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