A Polícia Civil do Paraná deflagrou, nesta quinta-feira (28), uma operação contra a venda de bebidas ilegais no setor de gastronomia e entretenimento de Curitiba. Em dois restaurantes tradicionais e um supermercado da capital foram encontradas centenas de garrafas de vinho importadas de forma supostamente irregular. A Associação Brasileira de Bares, Restaurantes e Casas Noturnas (Abrabar) tem alertado a categoria dos riscos que acarretam a venda de bebida sem nota fiscal de procedência.
A operação teve apoio da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), da Vigilância Sanitária e do Ministério da Agricultura, e resultou na prisão dos donos dos estabelecimentos. “Hoje fomos surpreendidos pela operação da Polícia Civil em parceria com a Abrabe, uma entidade séria que faz um trabalho em todo o Brasil no combate ao comércio ilegal”, comentou Fábio Aguayo, presidente da Abrabar.
“Infelizmente, dois estabelecimentos de renome, de pessoas idôneas, foram flagrados com bebidas sem nota fiscal, por descaminho e contrabando”. Fábio Aguayo ressalta que os empresários também foram vítimas de pessoas que oferecem bebidas e outros produtos sem nota ou com notas frias, dentro dos estabelecimentos. Quem aceita está sujeito a um custo muito alto para a imagem do estabelecimento.
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“Nossa intenção não é de prejudicar os estabelecimentos, pelo contrário, é de lutar para eles melhorarem, comprarem produtos em locais com procedência e rastreabilidade”, reforçou. Aguayo lembra que recentemente conversou com o deputado estadual Requião Filho (PDT), autor do projeto de lei que reforça a procedência legal das bebidas através de um selo, “para garantir que estes estabelecimentos não sejam vítimas de empresas ilegais e clandestinas que vendem sem nota, ou fogem de notas fiscais”.
Alerta
“Por isto vamos reforçar a campanha, já conversamos com a presidente da Abrabe (Cristiane Foja), de orientar os empresários, a categoria, porque aqui a gente trabalha com gente séria. Não apoiamos o comércio ilegal, pelo contrário, queremos uma concorrência leal, com arrecadação de impostos e, principalmente, garantir a questão da segurança e saúde pública”.
A Abrabar reforça a importância da fiscalização, por parte dos órgãos públicos responsáveis, em todos os setores. “Existem muitos sites na internet, com grande comercialização, como o Mercado Livre, que também vendem bebidas e precisam ser fiscalizados”, completou Aguayo.
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