Mais que merenda: encontro em Foz mobiliza profissionais e reforça rede de alimentação saudável nas escolas

Formação liderada pela Itaipu e Itaipu Parquetec avança no Sul do país e aposta na troca de experiências para transformar a alimentação escolar

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Lançamento do Caderno de Experiências Inspiradoras na Educação Alimentar destacou trabalho realizado no território (Foto: Divulgação/Itaipu)

Um auditório cheio e um objetivo em comum: transformar a alimentação escolar em uma ferramenta ainda mais potente de saúde, educação e desenvolvimento local. Foi com esse espírito que cerca de 900 profissionais participaram, em Foz do Iguaçu, do Encontro de Integração da Formação em Segurança Alimentar e Nutricional, promovido pela Itaipu Binacional e pelo Itaipu Parquetec.

Reunindo nutricionistas, merendeiras, cozinheiros escolares e gestores públicos de mais de 180 municípios do Paraná e do sul do Mato Grosso do Sul, o evento marcou mais uma etapa de um amplo processo formativo iniciado em 2025 e que segue até 2026, com atividades presenciais, on-line e visitas técnicas.

A iniciativa integra o convênio de Governança Participativa para a Sustentabilidade, por meio dos Núcleos de Cooperação Socioambiental, e tem como foco fortalecer políticas públicas de alimentação escolar, valorizando profissionais e incentivando práticas mais sustentáveis — especialmente com a inclusão da agricultura familiar.

Logo na abertura, a assistente da Diretoria de Coordenação da Itaipu, Leila Alberton, destacou o simbolismo do encontro.

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Segundo ela, a grande adesão demonstra o engajamento crescente com o tema. “Ver tantas pessoas reunidas em torno da alimentação nos mostra que há caminhos possíveis e que podemos avançar muito”, afirmou.

Experiências que inspiram

Um dos pontos altos do evento foi o compartilhamento de práticas já aplicadas em diferentes municípios. As iniciativas revelaram soluções criativas para desafios comuns na alimentação escolar.

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Diretor-geral brasileiro, Enio Verri, destacou importância do trabalho dos profissionais no combate à fome no Brasil (Foto: Divulgação/Itaipu)

Em Campo Mourão, por exemplo, a nutricionista Cintia Gomes apresentou o uso de um aplicativo para avaliar a aceitação da merenda pelos alunos. A ferramenta simplifica o processo: com apenas um toque em um tablet, os estudantes opinam sobre as refeições. A tecnologia, desenvolvida dentro do próprio município, tem ajudado a ajustar cardápios de forma mais rápida e eficiente.

Já em Almirante Tamandaré, a nutricionista Tatiana Tomal dos Santos relatou a experiência de integrar o momento da alimentação ao conteúdo pedagógico. A proposta trata a hora da refeição como extensão da sala de aula, incentivando o consumo consciente e a valorização de alimentos naturais. Segundo ela, a iniciativa ampliou a autonomia dos estudantes e a compreensão sobre hábitos saudáveis.

Investimento e impacto

O encontro também abriu espaço para discutir políticas nacionais. O coordenador de Segurança Alimentar e Nutricional do FNDE, Daniel Henrique Bandoni, apresentou dados do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). A previsão para este ano é de R$ 6,7 bilhões em investimentos, sendo cerca de R$ 3 bilhões destinados à compra de produtos da agricultura familiar — um eixo estratégico para fomentar economias locais e garantir alimentos mais frescos nas escolas.

Durante a tarde, os participantes acompanharam ainda o lançamento do Caderno de Experiências em Segurança Alimentar, que reúne práticas de 80 nutricionistas e estará disponível em plataforma digital dos núcleos socioambientais.

Valorização de quem faz acontecer

Além do conteúdo técnico, o evento também teve um caráter simbólico de reconhecimento. Merendeiras e nutricionistas receberam aventais temáticos da formação e equipamentos eletrônicos oriundos de doações da Receita Federal.

Para a merendeira Isabel Pereira, de Eldorado (MS), o encontro foi um momento de valorização profissional. “Muito gratificante para o nosso trabalho”, resumiu.

A importância desses profissionais foi reforçada pelo diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri. Ele destacou que a alimentação escolar vai além da refeição diária. “Estamos falando de educação alimentar para a vida inteira, e isso passa diretamente pelo trabalho dessas pessoas”, afirmou.

Já o diretor-superintendente do Itaipu Parquetec, Irineu Colombo, ressaltou que políticas públicas voltadas ao combate à fome têm impacto direto na cadeia produtiva. Segundo ele, iniciativas como essa também garantem renda para pequenos agricultores, fortalecendo o desenvolvimento regional.

Construindo uma rede

Para a gestora do convênio dos Núcleos de Cooperação Socioambiental, Rosani Borba, o principal legado da formação é a construção de uma rede colaborativa entre municípios. A proposta é que os conhecimentos compartilhados no encontro se multipliquem nos territórios.

“Queremos conectar realidades diferentes e fortalecer ações que envolvem alimentação saudável, agricultura familiar e cuidado com o meio ambiente. O objetivo é que todos avancem juntos”, destacou.

Com adesão crescente e resultados práticos já visíveis, a formação em segurança alimentar promovida pela Itaipu e pelo Itaipu Parquetec se consolida como uma estratégia de longo prazo — em que a merenda escolar deixa de ser apenas rotina e passa a ser ferramenta de transformação social.


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