O presidente Javier Milei se prepara nesta quarta-feira, 24, para enfrentar sua primeira greve geral na Argentina em sua administração. Convocada em dezembro pela Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), a manifestação busca mobilizar mais de um milhão de pessoas em todo o país, com foco na oposição à tramitação urgente da reforma administrativa proposta por Milei.

A reforma, originalmente decretada por Milei em dezembro de 2023, passou por alterações recentes para mitigar os impactos da greve geral na Argentina. O governo apresentou o texto revisado, conhecido como Lei Ônibus, ao Congresso na segunda-feira (22), buscando aprovação legislativa para o pacote de mais de 300 medidas.
As mudanças anunciadas abrangem mais de 100 alterações, incluindo a retirada da petroleira estatal YPF da lista de empresas a serem privatizadas. Além disso, estabelece-se que estatais atuando em “ramos estratégicos” só podem ser parcialmente privatizadas. O artigo polêmico que exigia autorização policial para aglomerações em espaços públicos foi removido, assim como a atualização automática das aposentadorias foi temporariamente congelada até abril.
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Segundo o portal La Voz de Cataratas, parceiro do Cabeza News, houve cancelamento de voos para Puerto Iguazú devido à greve geral na Argentina.
Desvalorização da moeda argentina
O governo de Milei, desde sua posse em dezembro de 2023, tem enfrentado críticas devido a medidas como desvalorização da moeda, fim de programas de ajuda econômica e liberação de preços, resultando em aumento significativo no custo de vida. Em Puerto Iguazú, a adesão ao movimento é expressiva, envolvendo trabalhadores dos setores de transporte, educação e outros sindicatos. O encontro está marcado para as 17h na rotatória de entrada do município, seguido por uma marcha em direção à Plaza San Martín, no centro da cidade.