Moradores de Ciudad del Este, no Paraguai, têm denunciado a cobrança de valores considerados abusivos no mercado de aluguel de imóveis. Segundo os relatos, intermediários estariam exigindo taxas imobiliárias extras, que não constam formalmente nos contratos, como condição para a entrega das chaves aos inquilinos.
De acordo com as queixas, essas cobranças elevam de forma expressiva o valor inicial necessário para alugar um imóvel. Em muitos casos, além do pagamento do aluguel antecipado e do depósito de garantia, os inquilinos são obrigados a arcar com uma comissão adicional que pode ser equivalente ou até superior ao valor mensal do aluguel.
Na prática, um imóvel com aluguel estipulado em um milhão de guaranis pode exigir o desembolso de até três milhões de guaranis no momento da locação, somando aluguel, garantia e taxa imobiliária. A situação se torna ainda mais onerosa em imóveis de maior valor, afastando famílias e trabalhadores do mercado formal de aluguel.
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Além das cobranças, inquilinos também relatam restrições frequentes impostas pelos proprietários, como a proibição de animais de estimação e limitações para famílias com crianças, o que reduz ainda mais as opções disponíveis de moradia.
A ausência de regras claras e de fiscalização sobre esse tipo de cobrança tem gerado críticas de moradores e especialistas, que apontam desequilíbrio nas relações de locação e impacto direto no direito à moradia, especialmente em uma cidade com alta demanda habitacional como Ciudad del Este.
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