O início de 2026 reacende discussões sobre política internacional, imigração e concessão de vistos, especialmente envolvendo os Estados Unidos. Apesar das incertezas e do debate frequente sobre mudanças no cenário global, dados do setor indicam que o intercâmbio segue aquecido e com perfil cada vez mais diversificado entre estudantes brasileiros.
Levantamento da Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio (Belta), com base em dados consolidados do Selo Belta 2025 e em estudos de mercado, aponta que os brasileiros ampliaram a variedade de destinos nos últimos anos. O Canadá lidera a preferência, concentrando cerca de 31% dos estudantes, seguido pelos Estados Unidos, com aproximadamente 26%, Inglaterra, com 18%, Austrália, com 12%, e Irlanda, com 8%.
Os números evidenciam uma mudança no comportamento do público interessado em estudar no exterior. Fatores como possibilidade de trabalho legal durante os estudos, custo-benefício, qualidade de vida e perspectivas profissionais passaram a ter peso decisivo na escolha do destino, reduzindo a dependência de um único país.
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Segundo o presidente da Belta, Alexandre Argenta, o estudante brasileiro tem adotado uma postura mais estratégica. De acordo com ele, a decisão envolve não apenas o aprendizado do idioma, mas também aspectos relacionados à empregabilidade, à experiência profissional e à segurança dos processos de visto. Argenta destaca ainda que o debate político deve ser dissociado do contexto educacional, uma vez que vistos de estudante seguem regras próprias e a educação internacional continua sendo considerada estratégica pelos países de destino.
Além dos destinos tradicionais, observa-se crescimento no interesse por países da Europa continental, como Alemanha, Espanha e França, bem como por programas na América Latina, especialmente em experiências de curta duração. Também ganham espaço intercâmbios de curta e média duração, programas voltados a adultos e profissionais em transição de carreira, experiências em família e o ensino médio no exterior.
Em Foz do Iguaçu, cidade marcada pela diversidade cultural e pela conexão internacional, a procura por intercâmbio permanece elevada em 2026. Segundo a gerente da Travelmate Intercâmbio no município, Jhenifer de Moura, o momento reforça a necessidade de orientação especializada para esclarecer dúvidas geradas por informações incompletas ou interpretações superficiais sobre política internacional e vistos.
De acordo com Jhenifer, o perfil do intercambista também se ampliou e já não se restringe a jovens recém-saídos da escola. O público inclui adolescentes, universitários, profissionais e pessoas acima dos 50 anos, com opções de programas adaptadas a diferentes fases da vida. Para ela, o intercâmbio segue sendo uma experiência acessível e transformadora, desde que bem planejada.
Especialistas do setor reforçam que a educação internacional representa um investimento de longo prazo, ao contribuir para o desenvolvimento de autonomia, visão global, repertório cultural e competências valorizadas pelo mercado de trabalho. Para quem pretende embarcar em 2026 ou planeja experiências futuras, a recomendação é buscar informação qualificada, planejamento antecipado e apoio especializado para garantir uma experiência segura e bem-sucedida.
O C
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