Aproximadamente 1,5 mil pessoas participaram, na primeira hora desta sexta-feira (20), da celebração do Eid al-Fitr no pátio da Mesquita Omar Ibn Al-Khattab, em Foz do Iguaçu. O evento marcou o fim do Ramadan e reuniu muçulmanos, não muçulmanos, autoridades e lideranças religiosas em um encontro de fé e convivência.
A data, uma das mais importantes do calendário islâmico, simboliza o encerramento do período de jejum e reflexão espiritual, além de reforçar valores como solidariedade, paciência e gratidão. Na cidade — que abriga a segunda maior comunidade árabe do Brasil —, a celebração também se consolida como um espaço de diálogo entre culturas.
A oração coletiva foi conduzida pelos líderes religiosos Sheikh Oussama El Zahed e Sheikh Muhammad Manjud Al-Sharqawi, que veio ao Brasil especialmente para o período. Em sua fala, Oussama destacou o significado do mês sagrado como um tempo de disciplina e transformação. “É um treinamento espiritual que nos ensina a abandonar práticas inadequadas e fortalecer princípios”, afirmou.
Além do aspecto religioso, o encontro teve forte caráter social. A tradição do Eid inclui doações e partilha, garantindo que pessoas em situação de vulnerabilidade também participem da celebração. “É um dia de alegria, mas também de pensar no próximo”, resumiu Islam El Kadri.
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A presença de representantes de diferentes religiões e instituições reforçou o perfil multicultural da região. Para Suellen Mayara Péres de Oliveira, a comunidade árabe tem papel fundamental na promoção da convivência pacífica. “São valores que aproximam culturas e ajudam a construir uma sociedade mais integrada”, disse.
Entre abraços, orações e encontros, o Eid em Foz do Iguaçu reafirmou seu significado: mais do que o fim do jejum, um momento de união. “É um dia de confraternizar e celebrar juntos, independentemente da religião”, destacou Latife Osman.
Para especialistas, manter tradições culturais também fortalece o sentimento de pertencimento e impacta diretamente o bem-estar coletivo. “Celebrar a própria cultura em um ambiente diverso é um fator importante até para a saúde mental”, avaliou a psicóloga Leila Sleiman.
Em uma região marcada pela diversidade, a celebração do Eid al-Fitr se firma, ano após ano, como um símbolo de respeito, diálogo e valores universais.
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