Morumbi define prioridades e retoma voz coletiva após 10 anos sem associação em bairro de Foz do Iguaçu

Reativação da entidade marca novo ciclo no bairro, com foco em infraestrutura, segurança, desenvolvimento econômico e participação comunitária, diz o presidente Maurício Castilha

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Presidente Maurício Castilha ao lado do presidente da Câmara, Paulo Debrito e o deputado estadual Batatinha (Foto: Divulgação/Assessoria)

Após uma década de inatividade, o bairro Morumbi, um dos mais populosos de Foz do Iguaçu com aproximadamente 60 mil habitantes, volta a se organizar coletivamente e estabelece um novo mapa de prioridades que promete reposicionar a região no debate urbano do município.

A reativação da Associação de Moradores, agora sob a presidência do advogado e empresário Maurício Castilha, com quase 40 anos de atuação no bairro, não apenas encerra um período de silêncio institucional, mas inaugura uma fase marcada por planejamento, articulação e cobrança por melhorias estruturais.

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Posse de Maurício Castilha reuniu moradores e autoridades (Foto: Divulgação/Assessoria)

Mais do que retomar uma entidade formal, o movimento simboliza a reconstrução da voz coletiva de uma comunidade. Ao longo dos últimos anos, a ausência de representação organizada dificultou o diálogo com o poder público e atrasou o avanço de demandas históricas.

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Agora, a nova diretoria assume com uma pauta clara: transformar reivindicações em prioridades efetivas, garante Maurício Castilha. Entre os principais eixos definidos estão segurança, infraestrutura urbana e desenvolvimento econômico.

Gestão participativa

A proposta da associação é atuar como elo entre moradores e poder público, sem caráter executor, mas com forte capacidade de articulação e pressão institucional. A criação de conselhos temáticos — empresarial, feminino e jovem — e a formação de um grupo com cerca de 50 conselheiros indicam um modelo de gestão participativa, que busca ouvir diferentes setores da comunidade.

A lista de demandas revela o tamanho dos desafios. Uma das situações mais urgentes é a da capela mortuária do bairro, considerada inadequada para atender a população em momentos de luto.

Problemas estruturais, falta de segurança e condições precárias transformaram o espaço em símbolo do abandono. A associação pretende cobrar uma reestruturação completa, defendendo que o Morumbi tenha equipamentos públicos compatíveis com sua dimensão.

Públicos e ociosos

Outro ponto estratégico é a ocupação de espaços públicos ociosos. O antigo módulo policial, por exemplo, foi solicitado como futura sede da entidade, enquanto o prédio desativado do SESI desponta como oportunidade para a criação de um centro comunitário com foco em qualificação profissional, eventos culturais e capacitação empresarial.

A proposta dialoga diretamente com uma das prioridades do mandato da primeira diretoria após a reativação da entidade: preparar jovens e trabalhadores para o mercado, especialmente em uma região próxima a polos industriais.

A mobilidade urbana também aparece como eixo central. A revitalização da Avenida Mário Filho, considerada a espinha dorsal do bairro, e o prolongamento da Avenida Alemanha estão entre os projetos em discussão.

Além disso, intervenções pontuais, como a instalação de um semáforo em cruzamentos críticos, são tratadas como medidas imediatas para aumentar a segurança viária.

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Maurício Castilha detalhando as prioridades a frente da entidade (Foto: Ronildo Pientel/Diário de Foz)

Proteção ambiental

No campo ambiental, a associação defende a criação de um parque na região da Rua Jules Rimet, onde há nascentes e áreas verdes ameaçadas. A iniciativa une preservação ambiental e solução de problemas urbanos, como alagamentos, reforçando a ideia de que planejamento sustentável também é prioridade.

A retomada da associação ocorre em um momento decisivo, em que o crescimento desordenado e a falta de infraestrutura começam a pressionar ainda mais os serviços públicos.

Questões como a situação do Residencial Duque de Caxias — com problemas sanitários e estruturas abandonadas — e a construção de novos empreendimentos habitacionais sem estudos de impacto urbano evidenciam a necessidade de organização comunitária ativa.

Construção coletiva

Nesse contexto, a associação surge como instrumento de equilíbrio, capaz de questionar decisões, propor alternativas e defender os interesses coletivos. A mobilização recente, que reuniu moradores, lideranças e autoridades na cerimônia de posse da nova diretoria, demonstra que há disposição para reconstruir o associativismo no bairro.

Ao estabelecer prioridades claras e estimular a participação popular, o Morumbi dá um passo importante para deixar para trás o período de estagnação. A expectativa agora é que a nova fase seja marcada não apenas por reivindicações, mas por resultados concretos — fruto de uma comunidade que volta a se reconhecer como protagonista do próprio desenvolvimento.

Nova diretoria e autoridades presentes

Diretoria da Associação de Moradores do Morumbi

  • Maurício Castilha – Presidente
  • Valdomiro Rodrigues de Freitas – Vice-presidente
  • Diones Marcos Martins – 1º Tesoureiro
  • Marcelino de Oliveira – 2º Tesoureiro
  • Silvio Marques Garcia – 1º Secretário
  • Viviane Santana Ferreira Martins – 2ª Secretária
  • Valdecir Marques da Rosa – Presidente do Conselho Fiscal

Autoridades presentes na solenidade

  • Paulo Debrito – Presidente da Câmara Municipal
  • Evandro Ferreira – Vereador
  • Dr. Ranieri Marchioro – Vereador
  • Edinardo Aguiar – Secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Agricultura
  • Johnys Freitas – Secretário de Meio Ambiente
  • Batatinha – Deputado estadual
  • Representantes das forças de segurança
  • Lideranças comunitárias, empresários e imprensa local

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