Por João Zisman
Há quem viva olhando por cima do muro, hipnotizado pelo suposto gramado impecável do vizinho. Gente que acredita, com fervor quase religioso, que o jardim do outro é sempre mais verde. Mas é verde fluorescente, artificial, comprado na promoção da enganação e mantido com adubo de aparência, irrigado com likes.
São esses os que abandonam o próprio quintal em busca de um sucesso que não existe, ou, quando existe, é empilhado sobre mentiras, encenações e narrativas de vitrine. É a geração do deslumbramento vazio, que prefere acreditar num post patrocinado a encarar a realidade espelhada no espelho.
E quando voltam os olhos para os que têm coragem de trabalhar, plantar e colher com esforço, não suportam. Não toleram. Porque o sucesso alheio, quando legítimo, dói como ferida aberta em quem só conhece o atalho. Criticam, menosprezam, atacam, e fazem isso com a crueldade dos fracos, escondidos, sorrateiros, rastejantes.
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São os babacas de sempre, que cospem no prato onde comeram, mas se recusam a lavar depois. Preferem jogar no chão para ver se quebra, mesmo sabendo que a sujeira vai respingar neles também. Não são só ingratos, são autodestrutivos. Idiotas que agem contra os próprios interesses, apenas para tentar sabotar quem segue em frente.
Ruminam mágoas e vomitam ressentimentos, travestidos de “crítica construtiva”. Só que não constroem nada. Não movem um dedo para melhorar o que quer que seja. São mestres do comentário fétido, do julgamento gratuito, da mentira que começa como meia verdade e termina como calúnia.
Esses seres medíocres não suportam a luz dos que brilham com verdade, por isso tentam apagar o que não conseguem alcançar. Não compreendem que o sucesso não se copia, se constrói. E que o jardim que parece mais verde quase sempre é feito de grama sintética.
Enquanto isso, os que sujam as mãos com a terra da vida real seguem plantando, e colhendo.
* João Zisman é jornalista e secretário de Comunicação Social da Prefeitura de Foz do Iguaçu.