Abertura total da segunda ponte entre Paraguai e Brasil é considerada essencial antes de julho

Setor empresarial da Tríplice Fronteira alerta para risco de congestionamentos e impactos econômicos durante a alta temporada de inverno

ponte da integracao
Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

Empresários da região da Tríplice Fronteira defendem a abertura total da Ponte da Integração, que liga Presidente Franco, no Paraguai, a Foz do Iguaçu, no Brasil, antes do início das férias de julho. A preocupação do setor é evitar sobrecarga na Ponte da Amizade durante o aumento do fluxo turístico e comercial esperado para os próximos meses.

Segundo representantes do setor comercial do Alto Paraná, a região deve receber um grande volume de visitantes impulsionado por convenções, eventos empresariais e pelo crescimento do turismo internacional no Paraguai. A avaliação é de que apenas uma ponte não será suficiente para suportar a demanda durante a alta temporada.

O presidente do Centro de Importadores e Comerciantes do Alto Paraná (Cicap), Charif Hammoud, afirmou que existe a expectativa de que o segundo acesso internacional esteja plenamente habilitado antes das férias de julho. “A cidade não vai suportar apenas uma ponte”, declarou ao jornal paraguaio Última Hora.

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Apesar da pressão do setor empresarial, as negociações entre Paraguai e Brasil seguem em andamento. O principal impasse envolve exigências das autoridades brasileiras relacionadas aos controles migratórios e à liberação do tráfego de veículos leves na nova estrutura.

A Ponte da Integração foi concluída em 2022 e inaugurada parcialmente no fim de 2025. A estrutura foi construída para desafogar o tráfego da Ponte da Amizade e fortalecer a logística, o turismo e o comércio entre os dois países na região de fronteira.


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