ICMBio lança edital de concessão do Passeio do Macuco com foco em modernização e acessibilidade, no Parque Nacional do Iguaçu

Modernização, acessibilidade, novos serviços e conservação ambiental orientam proposta de concessão, com previsão de R$ 85 milhões em investimentos ao longo de 15 anos

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Foto: Leonardo Milano

Por Silvana Canal

Foi lançado, nesta sexta-feira, 15 de maio, o edital do projeto de concessão dos serviços de apoio à visitação no Passeio do Macuco, um dos atrativos mais tradicionais e emblemáticos do Parque Nacional do Iguaçu (PR), o segundo parque mais visitado do país no último ano
 
O lançamento é uma iniciativa do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com parceria do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), do Ministério do Turismo (MTur) e Instituto Semeia, com suporte técnico do Consórcio Parques Brasileiros (formado pelas empresas Natureza Urbana, Spalding Sertori Advogados, Urban Systems e BRL Consultores). 

O Passeio do Macuco existe há cerca de 35 anos e atingiu a marca de 370 mil visitantes em 2025, consolidando-se como um dos principais atrativos da unidade. A experiência inclui percurso terrestre e navegação pelas corredeiras do Rio Iguaçu, até os limites da navegabilidade, em meio às quedas d’água naturais às margens do rio. 

Atualmente operado por meio de concessão para prestação de serviços de apoio ao uso público, o atrativo demanda nova contratação pelo poder concedente, o ICMBio, em razão do término da vigência do contrato atual, garantindo a continuidade da prestação dos serviços.

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O novo edital prevê melhorias importantes para visitantes e para a sociedade, incluindo a modernização de estruturas e equipamentos, ampliação da oferta de serviços, implementação de opções de mobilidade ativa, como trilhas e ciclovias, além do estabelecimento de uma nova política tarifária. Entre as medidas previstas estão a redução superior a 20% no valor de acesso ao atrativo, descontos para moradores do entorno e gratuidade para pessoas em situação de vulnerabilidade social inscritas no CadÚnico, ampliando o acesso e qualificando a experiência do visitante, sem abrir mão da proposta original do atrativo e da conservação da biodiversidade. 

Os investimentos totais previstos ao longo dos 15 anos de concessão são estimados em R$ 85 milhões, enquanto a receita anual projetada é de R$ 93 milhões. O contrato prevê outorga variável e encargos acessórios equivalentes a 6% da receita operacional bruta cada, o que representa, ao longo da vigência contratual, cerca de R$ 84 milhões em arrecadação governamental e outros R$ 84 milhões destinados a ações prioritárias de conservação, proteção, gestão e monitoramento das unidades de conservação, incluindo projetos de educação ambiental, manejo de espécies e melhorias voltadas às comunidades locais. O valor de outorga mínima definido para o leilão é de R$ 37,2 milhões. 

Qualificado no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Governo Federal, o projeto prevê a delegação do passeio terrestre e embarcado, além de outros serviços obrigatórios, como rafting e cachoeirismo, com a responsabilidade de modernizar os serviços prestados, garantir ampla acessibilidade e reduzir os impactos ambientais da operação. O investimento inicial, estimado em R$ 44,7 milhões, será destinado à reestruturação da infraestrutura e à modernização da frota utilizada no transporte de visitantes. 

Também está prevista a ampliação do centro de apoio aos visitantes, com a criação de sala expositiva com elementos de interpretação ambiental, espaço de alimentação, sanitários acessíveis, área de educação ambiental, espaço de descanso e sinalização inclusiva, em conformidade com a paisagem local, o plano de manejo do parque e os demais instrumentos de gestão. 

A proposta de concessão dos serviços de apoio à visitação no Passeio do Macuco integra a estratégia nacional de fortalecimento das unidades de conservação por meio de modelos de gestão que conciliam investimento privado, compromisso socioambiental e fortalecimento da política pública de visitação em áreas protegidas. Ao promover acesso qualificado, diversificação das experiências de contato com a natureza, conservação efetiva e engajamento comunitário, o projeto consolida-se como referência em turismo sustentável e proteção do patrimônio natural brasileiro, em consonância com os objetivos e diretrizes da Política Nacional de Incentivo à Visitação (Lei nº 15.180/2025). 

A entrega dos envelopes está prevista para 5 de agosto de 2026, e o leilão será realizado na sede da B3, em São Paulo, no dia 12 de agosto de 2026. 

Acesse as informações sobre o Edital de Licitação – Concorrência nº 01/2026 neste link. 


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