Cemitérios públicos de Foz do Iguaçu operam no limite e têm apenas 12 vagas disponíveis

Prefeitura estuda ampliação do Cemitério Jardim São Paulo para evitar colapso no sistema funerário; aumento recente de sepultamentos agravou a situação

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Foto: Arquivo Diário de Foz

Os cemitérios públicos de Foz do Iguaçu estão próximos de atingir a capacidade máxima para novos sepultamentos. Atualmente, restam apenas 12 vagas disponíveis nos dois principais cemitérios municipais: oito no Cemitério Jardim São Paulo e quatro no Cemitério de Três Lagoas. A situação levou a Prefeitura a acelerar estudos para ampliar a capacidade do sistema funerário da cidade.

Segundo a administração dos cemitérios, o cenário se agravou após um aumento expressivo no número de enterros registrados nos últimos dias. Entre o final da última semana e o início desta, foram realizados cerca de 30 sepultamentos no município, número significativamente superior à média diária, que gira em torno de seis enterros.

Falta de vagas é problema antigo

Em nota oficial, a Prefeitura de Foz do Iguaçu reconheceu que a escassez de espaços para sepultamentos é um problema estrutural que se arrasta há mais de uma década e exige uma solução definitiva de longo prazo.

A gerente-geral dos cemitérios municipais, Amanda Carolina de Camargo, informou que a administração vem adotando medidas emergenciais para garantir a continuidade dos atendimentos, incluindo a retomada de jazigos abandonados ou com pendências financeiras, conforme previsto na legislação.

Para isso, editais públicos foram publicados convocando familiares e responsáveis por túmulos inadimplentes para regularização da situação. Caso não haja manifestação dentro dos prazos legais, os espaços poderão retornar ao patrimônio público e ser reutilizados para novos sepultamentos.

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Ampliação pode criar mais de 8 mil novas gavetas

Entre as alternativas em análise está a expansão da área contígua ao Cemitério Jardim São Paulo. O projeto prevê a utilização de um terreno de aproximadamente 14 mil metros quadrados, onde poderão ser construídas mais de 8 mil gavetas verticais para sepultamentos.

A proposta também contempla a ampliação dos espaços destinados a sepultamentos gratuitos para famílias em situação de vulnerabilidade social e da área utilizada pela comunidade islâmica, que igualmente enfrenta dificuldades relacionadas à disponibilidade de vagas.

Investimento depende de definição contratual

De acordo com a Prefeitura, a ampliação está vinculada às negociações com a concessionária responsável pela administração dos cemitérios municipais, a CAMIS. A empresa solicitou a antecipação da renovação do contrato de concessão, atualmente válido até 2028, argumentando que a medida seria necessária para viabilizar os investimentos previstos.

O município informou que analisa os custos do projeto e as condições econômico-financeiras da proposta antes de decidir se a obra será executada pela concessionária ou diretamente pela administração pública.

Prefeitura busca solução permanente

Apesar da situação crítica, a administração municipal afirma que pretende adotar uma solução sustentável para evitar que o problema volte a se repetir nos próximos anos.

Enquanto a definição sobre a ampliação não ocorre, os cemitérios municipais seguem operando próximos do limite de ocupação, o que aumenta a preocupação diante da crescente demanda por sepultamentos na cidade.


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