No dia 23 de junho é celebrado o Dia Internacional das Mulheres na Engenharia. Promovido globalmente desde 2014, a data foi criada pela Sociedade de Mulheres Engenheiras do Reino Unido (Women’s Engineering Society) para celebrar a presença feminina na área, e incentivar o seu aumento. Em 2026, tem como tema a “Inteligência na Engenharia” e busca destacar a competência, a liderança e a inovação que as mulheres trazem ao setor.
No canteiro de obras do Campus Arandu, em Foz do Iguaçu, essa realidade é vivenciada na prática, com as mulheres participando ativamente das equipes que fazem o projeto acontecer, além de atuar de forma decisiva na liderança de equipes, na fiscalização e na execução das demandas do dia a dia da obra.
A presença feminina na engenharia vai muito além da busca por igualdade, trata-se de um ganho estratégico que impacta diretamente a qualidade das entregas. “A presença das mulheres na engenharia civil traz diversidade de pensamentos, diferentes pontos de vista e maior eficiência no trabalho, criando assim ambientes mais adequados e acessíveis para todas as pessoas”, destaca Kelly Brito, engenheira civil do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS).
Essa pluralidade no setor também enriquece o planejamento e a execução. Janine Groenwold, engenheira civil da Itaipu e gerente do Departamento de Obras, reforça que a experiência pessoal faz a diferença. “Temos que ocupar nossos espaços. Estamos nas cidades, nas rodovias, e trazer essa nossa vivência para quem projeta e constrói é muito importante para criar ambientes mais inclusivos, seguros e acessíveis a todos”, explica. Essa perspectiva também é compartilhada por Adriana Ramos, engenheira civil do consórcio fiscalizador Nerkpe. “Na engenharia falamos de solucionar problemas e, quanto mais diversa for uma equipe, mais completas e inovadoras serão as soluções”, enfatiza.
Segundo dados do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), nos últimos anos foram registrados aumentos da presença feminina no mercado da engenharia, mas as mulheres ainda são minoria no setor. Entre os profissionais registrados com menos de 30 anos, as mulheres representam um terço dos registros. Ainda segundo o Confea, no ano passado, do total de novos profissionais que se registraram na entidade, 26% foram mulheres.
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Para Ivânia Pinheiro, coordenadora de Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA) da obra da UNILA pelo consórcio MPD & Ankara UNILA, essa expansão feminina agrega talentos e transforma a dinâmica das empresas. “O crescimento do interesse feminino no setor melhora o ambiente de trabalho, torna mais colaborativo, respeitoso e igualitário”, afirma.
Além disso, a presença das mulheres na engenharia ainda serve como referência para outras profissionais que desejam atuar no mercado. Ao atuarem no canteiro, elas se tornam referências práticas, conforme destaca Juliana Daiany, engenheira civil da UNILA. “Promovemos a diversidade no setor e incentivamos as novas gerações a seguirem carreiras em tecnologia e engenharia”.
Já Liriel Giglio Vitielli, engenheira civil da obra pelo consórcio MPD Ankara, ainda evidencia a necessidade de eliminar a ideia de que apenas os homens podem executar as tarefas relacionadas à engenharia. “Além de ocupar um espaço que sempre foi muito masculino, é preciso mostrar que não existe diferença de gênero nas competências”, pontua.
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