Cheia em tempo recorde do rio Iguaçu fecha passarelas nas Cataratas e pode superar marca histórica de 2022

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Foto: Divulgação/ Urbia+ Cataratas

Vazão passou dos 8,5 milhões de litros de água por segundo; áreas de visitação foram interditadas preventivamente nos parques do Brasil e da Argentina

A elevação do nível do Rio Iguaçu provocou a interdição preventiva de passarelas de visitação nas Cataratas do Iguaçu, tanto no lado brasileiro quanto no argentino.

O volume do rio registrou uma elevação severa durante a madrugada, saltando de 2,8 milhões de litros de água por segundo, às 18h de ontem (22), para mais de 8,5 milhões de litros de água por segundo no início da manhã desta quinta-feira (23), segundo medição da Copel.

As projeções indicam que o volume de água poderá superar o registrado durante a grande cheia histórica de 2022, considerada uma das maiores da história recente.

No Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, a concessionária Urbia Cataratas, responsável pela gestão da visitação das cataratas, decidiu interditar a passarela principal por questões de segurança.

Apesar da restrição, o parque permanece aberto ao público e as demais atrações, como as trilhas ao longo do cânion, os mirantes panorâmicos superiores, os serviços de gastronomia e os passeios opcionais, seguem funcionando normalmente.

“Para liberação, é necessário que a vazão reduza para a média segura de 7,5 a 8 milhões de litros por segundo, sem previsão de nova alta. A média da vazão das Cataratas do Iguaçu de 1,5 milhão de litros por segundo”, destacou em nota a Urbia + Cataratas.

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A concessionária Iguazú Argentina também solicitou permissão formal às autoridades do Parque Nacional para iniciar o recolhimento e desmonte das passarelas do circuito da Garganta do Diabo.

O recolhimento preventivo das grades faz parte do protocolo de segurança do parque, reduzindo a resistência contra o empuxo da água e minimizando os estragos provocados por troncos e entulhos arrastados pela correnteza.

O aumento do volume do Rio Iguaçu é consequência das chuvas intensas registradas na bacia hidrográfica nos últimos dias.

As administrações dos parques informaram que o monitoramento das condições hidrológicas é contínuo e que a reabertura das áreas interditadas dependerá da redução da vazão e da avaliação das equipes técnicas.


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