Controle de Zoonoses começa a produzir mosquitos com bactéria Wolbachia para nova etapa de soltura em Foz do Iguaçu

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Foto: Divulgação

Estratégia integra ações de combate do Aedes aegypti e prevê a liberação de mosquitos com a bactéria Wolbachia em novas áreas do município

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Foz do Iguaçu iniciou a produção de mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria Wolbachia para uma nova etapa do programa de controle das arboviroses no município. A iniciativa busca ampliar a presença dos chamados “Wolbitos” e contribuir para a redução da transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya.

A Wolbachia é uma bactéria naturalmente encontrada em diversos insetos e, quando presente no Aedes aegypti, reduz a capacidade do mosquito de transmitir os vírus responsáveis por essas doenças. Os mosquitos utilizados na estratégia não são geneticamente modificados.

A produção realizada pelo CCZ é uma etapa importante para a continuidade do programa em Foz do Iguaçu. Após serem produzidos e atingirem a quantidade necessária, os mosquitos serão liberados em áreas previamente definidas pelas equipes responsáveis pelo monitoramento da estratégia.

O método integra um conjunto de ações de enfrentamento às arboviroses adotadas pelo município. A proposta é que, ao se reproduzirem com os mosquitos que já circulam na natureza, os Aedes aegypti com Wolbachia aumentem gradualmente a presença da bactéria na população local.

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A estratégia com Wolbachia não substitui outras medidas de prevenção e controle do mosquito. A eliminação de recipientes que possam acumular água, a limpeza de quintais e o cuidado com possíveis criadouros continuam sendo fundamentais para reduzir a proliferação do Aedes aegypti.

A nova etapa de soltura representa a ampliação de uma estratégia que vem sendo utilizada em diferentes locais do país para o controle de doenças transmitidas pelo mosquito. Em Foz do Iguaçu, o trabalho é conduzido pelo CCZ e acompanhado por ações de monitoramento da população de mosquitos e dos indicadores epidemiológicos.

Com a produção local, o município passa a contar com maior estrutura para dar continuidade às liberações e ampliar a área de atuação da estratégia. A expectativa é contribuir, em conjunto com as demais medidas de vigilância e controle, para a redução da transmissão das arboviroses na cidade.


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