Peçonhentos: ICMBio alerta para cuidados com animais nas trilhas de visitação do Parque Nacional do Iguaçu

serptente do parque
Foto: Divulgação/ICMBio

Com a chegada do calor, mais forte nessa época do ano, serpentes e outros animais peçonhentos estão em temporada de reprodução e poderão ser visualizados com maior frequência na unidade de conservação

O Parque Nacional do Iguaçu está cheio de filhotes. Com a chegada do calor e das chuvas, mais intensas nesta época do ano, muitos animais estão se reproduzindo mais cedo do que seria considerado como normal. Um bom exemplo são as serpentes.

Por isso, a orientação do Instituto Chico Mendes de Conservação para a Biodiversidade (ICMBio) aos visitantes é redobrar a atenção e se afastar lentamente caso encontre algum animal nas trilhas ou na ciclovia.

As serpentes não atacam os seres humanos. O veneno é para ajudá-las a caçar pequenos animais, como roedores e anfíbios. Ataques só acontecem quando as serpentes se sentem ameaçadas.

Elas são animais ectotérmicos, o que significa que dependem da temperatura ambiente para regular a sua própria temperatura. Como são difíceis de serem observadas por causa das suas cores, camufladas e adaptadas justamente para passarem despercebidas, é preciso redobrar o cuidado.

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Outra informação importante: nem toda serpente é peçonhenta, ou seja, nem todas são capazes de produzir veneno nem possuem a dentição necessária para transmiti-lo.

Orientações

Quando encontrar uma serpente em uma trilha, se afaste lentamente e procure um dos colaboradores da concessionária Urbia Catataras ou do ICMBio para que as equipes possam isolar o local, capturar o animal e levá-lo para um local seguro dentro do parque nacional. Não tente pegar nem assustar uma serpente, esse encontro pode gerar acidentes.

Caso alguém seja picado é preciso procurar urgentemente um dos colaboradores do parque nacional para receber atendimento médico. O Parque Nacional do Iguaçu tem um ambulatório para prestar os primeiros socorros no Centro de Visitantes e, se preciso, poderá encaminhar o visitante para receber o soro antiofídico, antídoto que é capaz de frear o avanço do veneno de cobra no organismo humano, fornecido de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O ICMBio reforça que o Parque Nacional do Iguaçu é um ambiente silvestre, em que todo os animais estão no seu habitat natural sem representar risco quando os visitantes respeitam a distância adequada.

O Parque Nacional do Iguaçu é um dos últimos remanescentes de Mata Atlântica preservados do interior do Brasil e abriga mais de mil espécies de animais, incluindo centenas de aves, mamíferos, répteis e anfíbios que fazem com que a unidade de conservação seja reconhecida mundialmente como “patrimônio natural”.

Assista abaixo vídeos enviados pelo ICMBio


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