Mais de 4 mil trabalhadores estariam retidos há cerca de 37 dias em meio às fortes nevascas, com relatos de falta de água, alimentos e medicamentos
O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Foz do Iguaçu e Região Oeste (SITRO-FI) fez um apelo às autoridades da Argentina e do Chile pela adoção de medidas emergenciais para garantir a segurança de caminhoneiros retidos na região de fronteira entre os dois países.
Segundo a entidade, mais de 4 mil caminhoneiros e caminhoneiras estão há aproximadamente 37 dias impedidos de seguir viagem em razão das condições climáticas adversas, especialmente das fortes nevascas registradas na região.
A situação é considerada preocupante devido à escassez de itens básicos. De acordo com o sindicato, os trabalhadores enfrentam dificuldades para obter água potável, alimentação e medicamentos, inclusive remédios utilizados no tratamento de hipertensão, diabetes e outras condições de saúde. A entidade afirma ainda que alguns caminhoneiros já apresentam problemas de saúde diante das condições enfrentadas.
Com a melhora das condições meteorológicas, as autoridades informaram que a liberação dos veículos será iniciada pelos caminhões que seguem da Argentina em direção ao Chile, onde, segundo o sindicato, haveria melhores condições de abastecimento de água, alimentos e medicamentos.
Diante desse cenário, o SITRO-FI solicita que as autoridades dos dois países reavaliem a ordem de liberação e priorizem também — ou, conforme a reivindicação, inicialmente — os caminhões que estão no Chile em direção à Argentina, permitindo que esses trabalhadores possam retornar com maior segurança e acesso aos recursos básicos.
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A entidade alerta para a necessidade de uma resposta rápida diante da permanência dos caminhoneiros em condições consideradas precárias. O sindicato destaca que são milhares de trabalhadores que permanecem há semanas expostos ao frio intenso e com dificuldades de acesso a itens essenciais.
O SITRO-FI reforça o pedido para que os governos argentino e chileno adotem medidas imediatas e coloquem a preservação da vida e a integridade dos trabalhadores como prioridade nas decisões relacionadas à reabertura da passagem.
“A vida dos caminhoneiros precisa estar em primeiro lugar”, defende a entidade.
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