Embaixador da Feira do Livro de Foz lê 208 obras por ano e mantém biblioteca com mais de 3,5 mil volumes

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Foto: Divulgação

Waldson Dias, um dos criadores da Feira Internacional do Livro de Foz do Iguaçu, cultiva o hábito da leitura desde a infância e participou da primeira edição do evento, em 2005

O hábito de ler quatro livros por semana acompanha a trajetória de Waldson de Almeida Dias, escolhido como Embaixador Honorífico da 21ª Feira Internacional do Livro de Foz do Iguaçu. O funcionário da Câmara Municipal mantém uma rotina que representa cerca de 208 livros por ano, número aproximadamente 52 vezes superior à média anual de leitura do brasileiro, estimada em 3,96 livros pela pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, publicada em 2024.

Apaixonado por literatura desde a infância, Waldson aprendeu a ler aos seis anos, com a ajuda de uma tia professora. Ainda criança, passou a frequentar bibliotecas e a se dedicar à leitura de histórias em quadrinhos, livros infantis e obras literárias. Entre os primeiros títulos que o marcaram está “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry.

A literatura também despertou no futuro embaixador o interesse por conhecer lugares descritos nos livros. Aos sete anos, leu “Capitães da Areia”, de Jorge Amado, e passou a desejar conhecer Salvador, cidade retratada na obra. O destino acabou sendo visitado por Waldson anos mais tarde.

Durante os primeiros anos escolares, ele chegou a ler todo o acervo disponível na biblioteca da escola estadual onde estudava. Posteriormente, com uma bolsa de estudos, passou a frequentar o Colégio Franciscano Nossa Senhora Aparecida, onde teve contato com autores como Júlio Verne e Alexandre Dumas.

O contato constante com a literatura também contribuiu para o desenvolvimento da escrita. Ainda estudante, Waldson começou a vencer concursos de redação e, posteriormente, participou do 1º Concurso de Poesias Mário Quintana, em Pelotas, no Rio Grande do Sul, conquistando o primeiro lugar.

Entre as lembranças mais marcantes está o fato de ter recebido o prêmio diretamente das mãos do próprio Mário Quintana, poeta que admirava. Na ocasião, também ganhou seu primeiro livro autografado. Atualmente, sua biblioteca particular reúne dezenas de exemplares autografados e mais de 3,5 mil volumes.

Parte desse acervo, no entanto, foi perdida durante uma enchente em 2006. Cerca de 2 mil livros que permaneciam em uma casa da família no Rio Grande do Sul foram destruídos. Mesmo com a perda, o acervo continuou crescendo ao longo dos anos.

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Ligação com a Feira do Livro

A relação de Waldson com a Feira Internacional do Livro de Foz do Iguaçu começou antes mesmo da primeira edição. Ele foi um dos responsáveis pela criação do evento, promovido pela Fundação Cultural em 2005. A trajetória também inclui participação na organização da primeira edição, quando aparece em registros da época como coordenador da Editares.

A escolha como Embaixador Honorífico da 21ª edição reconhece justamente essa trajetória ligada à literatura e à construção do evento. A edição deste ano será realizada entre os dias 3 e 6 de setembro, na Praça da Paz.

Além da atuação na feira de Foz do Iguaçu, Waldson costuma participar de importantes eventos literários no Brasil e no exterior. Em julho deste ano, esteve na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), onde adquiriu dezenas de livros, incluindo 63 exemplares autografados pelos autores.

A paixão pela literatura se traduz também na forma como Waldson encara os livros como instrumentos de conhecimento, imaginação e transformação. O hábito de leitura, iniciado ainda na infância, permanece como uma das principais marcas de sua trajetória e como parte da relação que mantém com a cultura e a literatura em Foz do Iguaçu.


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