Casa da Democracia propõe mobilizar campo popular em Foz do Iguaçu

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Foto: Divulgação

Zé Beto Maciel

A professora Silvana Souza e o jornalista Ivan Seixas pretendem ampliar o debate no campo popular sobre temas e propostas que afetam diretamente o dia-a-dia. Eles abriram neste sábado, 18, a Casa da Democracia (nas esquinas das ruas Santos Dumont e Rui Barbosa) em Foz do Iguaçu. “Em um ano tão decisivo para a soberania nacional, iniciamos as atividades da Casa da Democracia: um espaço pluripartidário para uso da frente ampla do campo democrático-popular”, disse Silvana.

“Será um local no qual pessoas, partidos ou movimentos sociais possam se encontrar, discutir política, realizar atividades culturais, de mobilização e para debatermos assuntos relativos às pré candidaturas majoritárias”, completou Silvana sem escamotear as intenções como uma das últimas charges de Laerte: “trace o risco, corra o risco e aumenta o risco” em “exercícios de coragem”.

A casa foi aberta com a pintura de um mural em alusão ao Brasil soberano, à soberania nacional, criado e coordenado, a pintura coletiva, pelo artista André Kreff. No domingo, 19, o jornalista Ivan Seixas coordenou uma roda de conversa com estudantes secundaristas sobre história (foi preso político na ditadura militar), golpismo, resistência, democracia, juventude e participação política que pode se estender nos grêmios, centros acadêmicos, diretórios, associações, coletivos e movimentos sociais.

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Rede de casas
“Eu não entrei na luta, eu nasci dentro dela”, costuma dizer Ivan Seixas, filho de um casal de militantes de esquerda. Seu pai foi morto pela ditadura militar. Ivan ficou preso dos 16 aos 22 anos, foi torturado assim como as duas irmãs e a mãe e agora lançou o manual do guerrilheiro urbano – seu último livro. “Foi uma conversa potente e necessária”, disse Ivan sobre o colóquio com os estudantes.

“A Casa da Democracia nasceu para ser um espaço de encontro, formação, cultura e participação popular. E queremos reforçar: ela está de portas abertas para todas as forças progressistas, movimentos, coletivos, entidades e pessoas que queiram construir esse projeto conosco. Mais do que um endereço, a Casa será um ponto de encontro do campo progressista, reunindo cultura, arte, formação política, debates e iniciativas populares”, disse Silvana Souza.

A Casa de Democracia de Foz do Iguaçu faz parte de uma rede de casas e comitês populares espalhados pelo país e considerados estratégicos para fortalecer a organização popular e ampliar sua presença nos territórios, consolidando uma rede permanente de diálogo com a sociedade em 2026. “Esse é o momento da gente se organizar”, disse um estudante ao final da conversa com Ivan Seixas. A vereadora Yasmin Hachem (PT) participou das atividades do espaço e aprovou a iniciativa.


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