Gestão provisória será dividida entre quatro secretarias enquanto Estado prepara novo modelo para o complexo
O Governo do Paraná assumiu a administração direta do Centro de Convenções de Foz do Iguaçu. A mudança foi estabelecida pela Resolução Conjunta nº 1.264/2026, publicada no Diário Oficial do Estado em 2 de setembro, e institui um regime transitório para a operação e utilização do espaço.
A medida será válida até a implementação de um novo modelo de gestão, que prevê a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) específico para o empreendimento. O imóvel foi incorporado ao patrimônio estadual em agosto de 2025, após a conclusão do processo de desapropriação amigável.
Durante o período de transição, as responsabilidades pelo Centro de Convenções serão distribuídas entre quatro secretarias estaduais. A Secretaria de Estado do Planejamento ficará encarregada da operação do imóvel, manutenção das instalações, serviços de água e esgoto, energia elétrica, conectividade, conservação das áreas externas e segurança patrimonial.
A Secretaria de Estado da Administração e da Previdência será responsável pelos procedimentos administrativos, análise da documentação dos interessados, formalização das autorizações para utilização dos espaços e acompanhamento da arrecadação.
Já a Secretaria de Estado do Turismo ficará responsável pela agenda oficial do Centro de Convenções, análise dos pedidos para realização de eventos, avaliação da viabilidade das atividades e fiscalização do uso do espaço. Eventos esportivos contarão também com a participação da Secretaria de Estado do Esporte.
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Ceconfi permanece em liquidação
Apesar da transferência da gestão para o Governo do Paraná, a diretoria do Centro de Convenções de Foz do Iguaçu (Ceconfi) permanece em atividade durante o processo de liquidação da entidade.
Segundo o diretor-presidente do Ceconfi, Roni Ragadali, a administração da estrutura e a agenda de eventos já estão sob responsabilidade do Estado. A atuação da diretoria está concentrada nas questões contábeis e jurídicas relacionadas ao encerramento da entidade.
O processo ocorre paralelamente à transferência das despesas operacionais do imóvel para o Estado, que passa a responder por custos como manutenção, energia elétrica, água e esgoto, conectividade, conservação e segurança.
Cobrança pelo uso
A nova regulamentação estabelece que a utilização do Centro de Convenções será, em regra, mediante pagamento. O uso gratuito poderá ser autorizado em situações previstas em lei, desde que haja justificativa de interesse público.
Os valores serão calculados de acordo com fatores como área utilizada, período de ocupação, público estimado e custos operacionais. O pagamento deverá ser realizado antes da realização dos eventos, e os recursos arrecadados serão destinados ao Tesouro Estadual.
A resolução também fixa valores de R$ 1,5 mil para a utilização da cozinha industrial e outros R$ 1,5 mil para o Largo Tarobá, quando esses espaços forem utilizados.
Novo modelo de gestão
A administração direta pelo Estado é considerada uma etapa provisória enquanto o Paraná estrutura o modelo definitivo para o complexo. A proposta prevê a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário, com a possibilidade de integralização do imóvel, avaliado inicialmente em R$ 74 milhões, e captação de aproximadamente R$ 200 milhões para investimentos.
O projeto prevê a modernização e ampliação da estrutura. O complexo possui cerca de 100 mil metros quadrados de terreno e aproximadamente 30 mil metros quadrados de área construída. A modelagem considera a possibilidade de expansão para até 65 mil metros quadrados, estacionamento para cerca de 2 mil veículos e um centro de eventos com capacidade para até 30 mil pessoas.
O processo para implantação do novo modelo ainda está em andamento. O Governo do Paraná realizou consultas e sondagens de mercado para aperfeiçoar os documentos necessários à futura licitação.
Com a nova regulamentação, o Estado passa a administrar diretamente a estrutura e a agenda do Centro de Convenções, enquanto o Ceconfi segue em processo de liquidação e o Paraná prepara o modelo definitivo de gestão do empreendimento.
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