Com 261,8 milímetros de precipitação em apenas 12 dias, Foz já superou a média histórica de chuva para o mês; reservatório da Binacional opera dentro dos níveis normais e conta com monitoramento permanente da estrutura.
O excesso de chuva que atinge Foz do Iguaçu e a região da Tríplice Fronteira nos últimos dias trouxe à tona uma preocupação: o aumento do volume de água que chega ao reservatório de Itaipu pode comprometer a segurança da barragem?
Diante dos alagamentos, da elevação dos rios e da abertura da calha central do vertedouro, a Itaipu Binacional afirma que não há motivo para alarme e garante que a usina segue operando dentro dos parâmetros normais de segurança.
Nos primeiros 12 dias de outubro, Foz do Iguaçu acumulou 261,8 milímetros de chuva, volume superior à média histórica prevista para todo o mês. As precipitações provocaram alagamentos em diferentes bairros, deixaram famílias desabrigadas e elevaram os níveis dos rios, mobilizando equipes da Defesa Civil e órgãos responsáveis pelo acompanhamento das condições hidrológicas.
É nesse cenário que a movimentação no vertedouro de Itaipu passou a chamar a atenção da população. A estrutura é utilizada para liberar o excedente de água que não passa pelas unidades geradoras de energia, auxiliando no controle do nível do reservatório. Segundo a Binacional, a abertura das comportas faz parte dos procedimentos operacionais da usina e, isoladamente, não indica qualquer problema estrutural.
Documentário do Manual do Mundo mostra, de forma didática o monitoramento da área de interesse da Itaipu. Assista abaixo:
Controle da água é prioridade durante as chuvas
O superintendente de Obras da Itaipu Binacional, Rogério Piccoli Filho, explicou que o aumento das chuvas interfere diretamente na quantidade de água que chega ao reservatório, mas ressaltou que a operação da usina considera essas variações para manter o nível dentro dos limites normais.
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A gestão do volume de água é acompanhada pelas equipes responsáveis pela operação, que adotam os procedimentos necessários conforme as condições hidrológicas. Dessa forma, a abertura do vertedouro deve ser compreendida como parte do controle operacional da usina, e não como um sinal automático de risco à barragem.
Mais de 3 mil instrumentos monitoram a barragem
Além do controle do reservatório, a segurança da estrutura depende de um sistema permanente de inspeção e acompanhamento técnico. De acordo com a Itaipu, mais de 20 profissionais, entre técnicos e engenheiros, atuam diariamente nesse trabalho.
A equipe realiza inspeções visuais e acompanha os dados de mais de 3 mil instrumentos instalados na barragem. Os equipamentos fornecem informações sobre as condições da estrutura e permitem identificar eventuais alterações que exijam avaliação técnica.
Segundo Piccoli Filho, a barragem foi projetada para operar com segurança e permanece sob vigilância especializada, independentemente das condições climáticas. O monitoramento contínuo integra os procedimentos adotados pela empresa para garantir a integridade das instalações.
Enchentes na região não significam risco à barragem
Embora o volume de chuva tenha provocado transtornos em Foz do Iguaçu e em municípios vizinhos, a Itaipu destaca que os impactos das enchentes nas áreas urbanas e as condições de segurança da barragem são situações distintas.
A elevação dos rios e os alagamentos exigem atenção das autoridades e da população, especialmente nas áreas mais vulneráveis. Já a segurança da usina é avaliada por meio de critérios técnicos, inspeções e sistemas de monitoramento específicos.
A posição oficial da Binacional é de que o reservatório permanece dentro dos níveis normais de operação e de que a estrutura segue segura. Em meio à sequência de chuvas intensas, a empresa reforça que o acompanhamento permanente e o controle hidrológico são fundamentais para a operação da maior usina hidrelétrica do país.
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