Uma investigação revelada pela Folha de São Paulo aponta a participação de estudantes brasileiros de medicina em esquemas de contrabando de medicamentos para emagrecimento provenientes do Paraguai. Segundo a reportagem, organizações criminosas têm recrutado universitários que cursam medicina no país vizinho para transportar ilegalmente canetas emagrecedoras até o Brasil, aproveitando-se da intensa circulação de estudantes na região de fronteira.
De acordo com a apuração, o fenômeno tem sido observado com frequência em cidades fronteiriças, especialmente em Foz do Iguaçu, onde operações policiais e fiscalizações da Receita Federal resultaram em apreensões de grandes quantidades de medicamentos introduzidos irregularmente no país. Entre os produtos estão canetas à base de semaglutida e tirzepatida, substâncias utilizadas no tratamento da obesidade e do diabetes.
A reportagem destaca que a atuação dos estudantes ocorre em diferentes etapas da cadeia ilegal, desde o transporte dos produtos até a comercialização por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens. Em alguns casos, universitários foram presos ou investigados por suspeita de envolvimento com a distribuição dos medicamentos.
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O crescimento da demanda por canetas emagrecedoras e os preços mais baixos praticados no Paraguai têm impulsionado o mercado clandestino. Autoridades sanitárias alertam que medicamentos adquiridos fora dos canais oficiais podem apresentar riscos à saúde, além de não passarem pelos controles exigidos pela legislação brasileira.
Especialistas também demonstram preocupação com a cooptação de estudantes por organizações criminosas, ressaltando que a prática pode comprometer carreiras profissionais e contribuir para a expansão de redes de contrabando que atuam na faixa de fronteira. A investigação indica que os casos não se restringem a Foz do Iguaçu e já foram registrados em outras regiões do país.
Fonte: reportagem publicada pela Folha de S.Paulo em junho de 2026.
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