Entidade apresenta contribuições à ANTT pedindo ampliação da capacidade ferroviária e maior competitividade logística para a indústria
A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) apresentou, durante audiência pública promovida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), em Brasília, seu posicionamento sobre a nova concessão ferroviária da Malha Sul.
A entidade defendeu uma modelagem capaz de ampliar a competitividade da infraestrutura ferroviária e atender às demandas atuais e futuras da indústria estadual e da região Sul. A Fiep também protocolará formalmente por escrito suas contribuições na consulta pública que a ANTT mantém aberta até 10 de agosto.
Entre as principais propostas apresentadas pela Federação estão a manutenção da divisão da atual Malha Sul em três corredores regionais, incluindo o corredor Paraná-Santa Catarina; a previsão de futura integração dessa malha operacional com a Ferroeste; a criação de indicadores de desempenho voltados ao atendimento dos usuários; e a garantia de que os recursos gerados pelo corredor Paraná-Santa Catarina sejam prioritariamente investidos na própria malha enquanto persistirem gargalos locais, antes de serem destinados a outros trechos ferroviários.
Em relação a esses gargalos, a entidade defende que sejam incluídas no edital de concessão obras estruturantes para ampliar a capacidade da ferrovia e solucionar problemas históricos do Paraná. Em especial, a construção da ligação ferroviária entre Guarapuava, Irati e Lapa, para superar o gargalo da Serra da Esperança, e a implantação do Contorno Ferroviário de Curitiba.
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Outras propostas incluem a ampliação dos pátios de cruzamento para permitir a operação de trens mais longos; a previsão contratual para permitir aportes públicos e privados em novos investimentos ferroviários; a revisão das projeções de demanda para cargas como contêineres, fertilizantes, cimento, calcário e celulose; estudos sobre a capacidade da Serra do Mar e alternativas futuras de expansão da infraestrutura; e maior transparência quanto à renovação e disponibilidade de locomotivas e vagões.
Para a Fiep, a nova concessão representa uma oportunidade histórica para transformar a ferrovia em um instrumento efetivo de desenvolvimento econômico, fortalecendo a logística, reduzindo custos e ampliando a competitividade da indústria paranaense e da região Sul. Conforme o posicionamento defendido pela entidade, a futura concessão deve priorizar investimentos estruturantes, metas de desempenho e uma infraestrutura preparada para acompanhar o crescimento da produção e da demanda logística nas próximas décadas.
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