Agroecologia nas Eleições chega à quarta edição, e seu pré-lançamento começou na manhã desta sexta-feira (22), no Sindicato dos Eletricitários (Sinefi), em Foz do Iguaçu. O é durante a Plenária Nacional da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), realizada com apoio da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) e da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).
Entre os dias 18 e 22 de maio, municípios da região Oeste do Paraná receberam representantes do movimento agroecológico de todo o país, que participaram das Plenárias em Foz do Iguaçu e de caravanas agroecológicas por rotas estratégicas, visitando territórios indígenas, quilombolas, assentamentos e cooperativas, em uma estratégia de mobilização que visa preparar o território para o 5° Encontro Nacional de Agroecologia (ENA), que acontecerá em Foz do Iguaçu em 2027.

Agroecologia nas Eleições 2026 propõe colocar a agenda agroecológica no centro do debate eleitoral, a partir de pautas concretas construídas pelo movimento para orientar o compromisso das candidaturas e seguir no diálogo com a sociedade sobre a importância da agroecologia para a construção de uma sociedade mais justa e um sistema agroalimentar mais saudável e inclusivo.
Sob coordenação da ANA, a iniciativa levará ao eleitorado informações claras sobre o papel da agroecologia no enfrentamento de desafios como as crises alimentar, ambiental, climática e econômica. Ao mesmo tempo, vai oferecer instrumentos para que eleitoras e eleitores possam avaliar e escolher candidaturas alinhadas à agroecologia e à defesa dos princípios democráticos.
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Esta é a quarta edição de uma mobilização nacional que ocorre em várias fases, A plataforma de propostas da campanha é um documento elaborado por organizações, coletivos e movimentos sociais da agroecologia – agricultura familiar e urbana, camponesas/es, extrativistas, indígenas, quilombolas e demais povos e comunidades tradicionais, das águas e das florestas – e seu papel é subsidiar a ação dos Poderes Executivo e Legislativo, além de promover o debate público ao longo do processo eleitoral.
“Neste ano, nosso objetivo é trazer novamente para o centro do debate eleitoral, no diálogo com a sociedade e também com candidatas e candidatos, a urgência e a necessidade de afirmar a agroecologia como estratégia política de transformação social, que fortaleça a produção de alimentos saudáveis para toda a população, o que só será possível com democracia” , explica Sarah Luiza Moreira, integrante da equipe nacional da iniciativa.
Agroecologia nas Eleições 2026 aborda a agroecologia como uma resposta concreta às mudanças climáticas, como meio para a garantia de segurança e soberania alimentar e nutricional e para a construção de relações mais justas e mais igualitárias entre homens e mulheres, enfrentando situações de machismo, racismo e LGBTfobia. As propostas envolvem, por exemplo, acesso à terra, reforma agrária, garantia do acesso à água de qualidade para beber e produzir, estratégias de proteção e conservação ambiental, promoção da justiça climática, valorização das atividades de cuidados e reprodução da vida, entre outros.
“A gente quer dialogar com a sociedade e com as candidaturas sobre a importância da construção de políticas públicas, mas também legislações que apoiem, fortaleçam a perspectiva agroecológica e promovam a transformação dos sistemas agroalimentares, a partir dessa perspectiva”, acrescenta Sarah Moreira.

Programação reuniu agricultores, pesquisadores, movimentos sociais, estudantes e representantes de organizações ligadas à agroecologia
Estiveram presentes no evento integrantes do governo federal – Joselicio Freitas dos Santos Jú
nior, Secretário adjunto da Secretaria de Diálogos Sociais e Articulação de Políticas Públicas da Secretaria Geral da Presidência da República (SG-PR); Lilian Rahal, secretária nacional de segurança alimentar e nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Ana Terra, Secretária de Abastecimento, Cooperativismo e Soberania Alimentar (SEAB) do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Silvio Porto, presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Também estiveram presentes Betta Recine, presidenta do Consea, Patricia Tavares, secretária-executiva da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Cnapo), Francisco de Oliveira Mariano, da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Fundação Banco do Brasil (FBB), Ronaldo Pavlak, Gerente da Divisão de Ação Ambiental da Itaipu, Andreia Moassab, Pró-reitora de Extensão da Unila, e o Professor Fernando Martins, da Unioeste.
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