Foz do Iguaçu ganha produção cinematográfica ambientada na fronteira

Captação de cenas teve início em maio com elenco em diversas locações na cidade

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Foto: Marcos Labanca

As gravações de “Vila Pérola”, o novo longa-metragem ambientado na fronteira, já estão em andamento em Foz do Iguaçu. A cidade é cenário para a produção cinematográfica que conta uma história familiar aos moradores da fronteira, especialmente na região da Ponte da Amizade.

“Vila Pérola” traz a trajetória de duas famílias durante o ciclo econômico de sacoleiros/ muamba, onde o bairro era referência entre compristas/muambeiros que vinham em ônibus fretados de seus estados, e faziam o transporte de mercadorias, muitas vezes acima da cota.

O caos, a incerteza conviviam lado-a-lado com a ascensão e queda de famílias que coexistem no mesmo bairro. O conflito entre Arnaldo, muambeiro que cria uma empresa de transporte alternativo para compristas, e Marta, vizinha da empresa que tenta lidar com a queda do poder aquisitivo após a morte do marido, e a relação afetiva que surge entre Diogo (sobrinho de Arnaldo), e Rafael (filho de Marta).

A ideia do recorte veio de uma memória do diretor Felipe Lovo, quando era acadêmico, há 10 anos. “Quando era estudante, comecei a viajar com os muambeiros porque queria visitar minha família em São Paulo, mas não tinha dinheiro, então, levava uma cota e acompanhava os grupos”, conta.

O drama de 90 minutos é inteiramente rodado na fronteira e passa por locações como a própria Vila Pérola, Ponte da Amizade, e as Cataratas do Iguaçu. O filme é uma produção da Três Margens, e conta com a coprodução da Viola Filmes (SP) e Átomo Produtora (PY). Fundação Cultural e Secretaria de Turismo de Foz apoiam o projeto com a disponibilidade de segurança e logística.

Vila Pérola, que conta com a direção de Felipe Lovo, e produção de Maurício Ferreira – ambos contemporâneos do curso de Cinema da Unila (Universidade Federal de Integração Latino Americana) – é o primeiro longa rodado na cidade a receber um orçamento robusto. O Projeto foi contemplado pela Lei Paulo Gustavo 2023, por meio da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, Governo Federal – Brasil.

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Foto: Marcos Labanca

Gravações
A rotina da equipe, formada em sua maioria por trabalhadores locais (unileiros ou ex), além de profissionais contratados, inicia sempre muito cedo, com gravações programadas a partir das primeiras horas da manhã, e seguem ao longo do dia. A média é de 12 a 14 horas por dia, 5 dias por semana de gravações. O objetivo é encerrar essa fase no início de junho. O lançamento está previsto para 2027.

Entre os atores profissionais, estão Guenia Lemos (Marta), Lourinelson Vladmir (Arnaldo), Eduardo Borelli (Rafael), e Cássia Damasceno (mãe de Diogo). Daniel Ferreira, que interpreta Diogo, é morador da cidade e encara seu primeiro papel como ator, ele integrou uma das oficinas realizadas pela equipe de preparação.

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“Tivemos o cuidado de escolher as pessoas que integram a equipe justamente para profissionalizar cada vez mais o pessoal daqui, consolidando a cidade como polo audiovisual”, explicou o diretor.

Entre equipe e figuração, são mais de 200 pessoas envolvidas nas gravações. Profissionais de Curitiba, São Paulo, Porto Alegre, Porto Esperança, Assunção, e uma equipe de alunos e ex-alunos do curso de Cinema (Unila), vindos da Venezuela, Bolívia e Cuba. Além da representatividade LGBTQIAPN+ .

Curiosidades e novidades sobre as gravações podem ser acessadas pelo perfil:
@tresmargens_produtora


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