Foz do Iguaçu vistoria 4,7 mil imóveis para identificar focos do mosquito da dengue

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Foto: Mohamed Nuzrath/Pixabay

Levantamento segue até 13 de novembro e busca mapear criadouros do Aedes aegypti; município registra 45 casos confirmados de dengue em 2026

Agentes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) iniciaram, na terça-feira (3), o Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) em Foz do Iguaçu. A ação prevê a vistoria de aproximadamente 4,7 mil imóveis até o dia 13 de novembro, com o objetivo de identificar focos do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

O levantamento permite mapear os níveis de infestação e identificar os principais tipos de recipientes utilizados como criadouros. As informações são utilizadas para orientar as estratégias de prevenção e combate ao mosquito no município.

O último LIRAa foi realizado em novembro de 2025 e apontou Índice de Infestação Predial (IIP) de 3,36%. Isso significa que, a cada 100 imóveis vistoriados, aproximadamente três apresentavam focos com larvas do Aedes aegypti.

De acordo com a classificação do Ministério da Saúde, índices inferiores a 1% indicam baixo risco. Resultados entre 1% e 3,9% representam situação de alerta, enquanto percentuais acima de 3,9% indicam risco elevado de surto ou epidemia.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, Foz do Iguaçu registra 45 casos confirmados de dengue em 2026, além de 4.339 notificações e 4.119 casos descartados. Também foram identificados dois casos de chikungunya. O município não registra mortes por dengue desde 2024.

Método Wolbachia

Além do levantamento, a cidade mantém outras estratégias de enfrentamento à doença. Uma delas é o Método Wolbachia, cuja segunda etapa começou em agosto deste ano.

A tecnologia consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti que carregam a bactéria Wolbachia, que reduz a capacidade de transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya. Os insetos se reproduzem com os mosquitos locais e transmitem a bactéria às gerações seguintes.

Em Foz, a liberação ocorre em 28 bairros, ao longo de 26 semanas. Ao final do processo, a previsão é que o método alcance toda a área urbana do município. A iniciativa é conduzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Wolbito do Brasil, com apoio do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde e da Itaipu Binacional.

Cuidados para prevenir a dengue

A Secretaria de Saúde alerta que a combinação de chuvas frequentes e temperaturas elevadas, associada aos efeitos do El Niño, pode favorecer a proliferação do mosquito.

A orientação é eliminar recipientes que acumulem água, manter caixas-d’água e reservatórios vedados, limpar calhas e ralos e permitir o acesso dos agentes de combate às endemias às residências.


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