Governo do Paraná renegocia contrato com Itamed para evitar interrupção de partos em Foz do Iguaçu

A reunião ocorre nesta sexta-feira (10), em Curitiba, após o hospital informar que pode interromper o atendimento devido a um déficit nos valores repassados pelo sistema público

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Foto: William Brisida/Itaipu Binacional.

O Governo do Paraná convocou representantes do Hospital Itamed para uma reunião nesta sexta-feira (10), em Curitiba, a fim de discutir a revisão do contrato de prestação de serviços de maternidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A informação foi confirmada pela assessoria do hospital nesta quinta-feira (9).

O encontro acontece após o Itamed formalizar à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) a possibilidade de suspender os atendimentos de partos de risco habitual no prazo de até 60 dias devido a um desequilíbrio financeiro entre os custos operacionais e os valores repassados pelo sistema público de saúde.

O principal ponto de impasse é o valor pago por parto. O hospital reivindica reajuste para R$ 3.048,15 por procedimento, enquanto o repasse atual é de R$ 1.845,34. A diferença histórica vinha sendo coberta pela Itaipu Binacional, que, segundo a direção, deixou de custear despesas operacionais e passou a focar apenas em investimentos estruturais.

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Segundo o site Plural, a continuidade dos atendimentos após o período estipulado está condicionada ao resultado de uma reunião prevista para ocorrer em Curitiba. Apesar do aviso de descontinuidade, o hospital segue realizando os atendimentos sem alteração. O prazo de 60 dias passou a contar a partir do recebimento formal do ofício pelo Estado, e uma eventual interrupção dos serviços está condicionada à ausência de acordo entre as partes.

Caso haja avanço nas negociações, a possibilidade de revisão ou suspensão da despactuação será considerada. Na ausência de acordo, o hospital mantém a previsão de encerrar os partos de risco habitual ao término do prazo.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou que segue em diálogo com a direção do hospital e com a Itaipu Binacional, com o objetivo de buscar alternativas de financiamento e recomposição de recursos, diante da defasagem histórica da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS). O governo também indicou que as tratativas incluem a tentativa de recomposição de valores junto ao Ministério da Saúde.


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